Rob Halford - "Meu coração sempre foi e sempre irá para o lado do Metal" - #VamosMusicalizar

Rob Halford - "Meu coração sempre foi e sempre irá para o lado do Metal"

Tradução: Laila Resende

Com quase 50 anos na estrada, o Judas Priest tem personalidade suficiente para se manter, desde sempre, entre as maiores bandas de Heavy Metal da história. Se engana quem pensa que, depois de tanta história, o Priest se acomodou. Os caras lançaram nesse ano o décimo oitavo álbum de estúdio da banda, 'Firepower', e é exatamente com a turnê de divulgação desse disco que o Judas Priest chega ao Brasil nessa semana junto com as bandas Alice in Chains e Black Star Riders para tocar em Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.

Antes de chegar ao Brasil, conversamos com exclusividade com o vocalista e líder do Judas Priest, Rob Halford, conhecido como 'Metal God'. Confira:

Image may contain: 2 people

Pedro Gianelli: Olá Rob, como você está?


Rob Halford: Estou muito bem, amigo, muito bom falar com você. Tudo está bom demais, tudo está indo fantasticamente agora, estamos tendo uma turnê mundial de muito sucesso com o lançamento de Firepower, estamos bem ansiosos para voltar ao Brasil e ver toda a metal-mania. Está tudo bem, está todo mundo bem. Agora estamos tendo ótimos momentos na turnê, o que é algo muito importante no Metal, estamos reservando um tempo para o Judas Priest agora e você vai poder ver toda essa Metalmania especialmente no Brasil, vai ser incrível. 


P.G: Sim, é incrível, cara. Sabe, em um mundo em que as pessoas compram menos CDs e vinis e começam a ouvir mais streaming, tipo Deezer ou Spotify, essas coisas. Me corrija se estiver errado, mas ouvi que essas plataformas digitais pagam muito menos do que deveriam. Mas a questão é: o que faz Judas Priest querer criar novos álbuns, mesmo nos dias atuais? 

R.H: Judas Priest tem muita conexão com nossas ideias criativas, nossa energia criativa. Acho que se você é musico e ainda é possível estar motivado e encorajado como somos pelos nossos fãs e apoiadores, ser curioso e ter um sentimento de aventura, como se você pudesse ser a próxima estrela, é parte da vida de Judas Priest, é por isso que continuamos a fazer álbuns e realmente aproveitamos a experiência. E tenho certeza de que no futuro vai ter outro álbum do Judas Priest. Então é isso que fazemos, cara, fazemos álbuns e cada momento tem sido importante para Priest, sabe, mostra não apenas a paixão pelo que você faz, mas a relevância. Você precisa se sentir relevante no que você faz.

O Judas está trabalhando agora, estamos fazendo shows e que mostram como o Metal pode ser criativo, isso nos deixa mais próximos de como estávamos agindo o tempo todo entre nós mesmos e nossos fãs também, sabe. Mostra que há fãs de Metal vivos, Pedro. 


P.G: Sim, cara. E nos últimos anos você gravou com outras bandas também, tipo Five Finger Death Punch e In This Moment, e muitas outras. Como é para você fazer música for a de Judas Priest e não é sua carreira solo ao mesmo tempo, cara? Como é para você, não é estranho? 

R.H: Acho que sou bastante inquisitivo sobre me divertir com meus amigos, pois como estamos juntos nesse mundo do Metal... E eu sou muito amigo da Maria Brink, do In This Moment, e do pessoal do Death Punch. Nós – quero dizer Judas Priest – sempre vimos nossas ideias se tornarem realidade com a banda, para mim não é algo solo, mas sim o Judas Priest se conectando com fãs e eu acho que é divertido, sabe? Eu acho que é algo que se torna cada vez mais forte. Eu acho também que os fãs do Judas Priest iriam gostar da experiência tanto quanto os fãs das bandas que tocamos juntos, eu espero muito por isso, sabe? Tenho certeza que irei o fazer de novo no futuro. 


P.G: Legal, cara. E você tocou com muitos músicos, e depois disso você foi pra outro tipo diferente de música, o que é muito bom também. Um dos maiores exemplos que eu me lembro e que nem todo mundo sabe, é Satchel do Steel Panther, que tocou com você em Fight, certo? Como você vê essa mudança dos músicos? 

R.H: Meu coração sempre foi e sempre irá para o lado do Metal, sabe? Mas como músico, eu tenho que manter a mente aberta no sentido de que toda música é boa, tem músicas tradicionais brasileiras que são muito importantes, música do meu próprio país que são muito importantes. Não é Metal, mas é uma parte relevante da música. Mas na verdade eu penso que você perde sua individualidade, você pode potencialmente perder sua liberdade como músico e, além disso, como pessoa também. Então, acho que se você é um músico de Metal você deve olhar ao seu redor e ouvir todo tipo de conteúdo musical. Toda música é inspiradora, você pode aprender a qualquer momento da sua vida, você nunca pode se afastar de escutar música. Então, com todos os músicos que eu trabalho, eu deixo meu coração aberto assim como a música faz.


P.G: Sim, claro. Você também trabalhou com muitos grandes produtores, alguns que são referências pra mim...foi o trio Mike Stock, Matt Aitken and Pete Waterman em 1988. E agora é uma pergunta meio fanboy (risos). Tem alguma chance de a banda lançar as três músicas que vocês gravaram com esse trio de produtores algum dia? Se eu não me engano, uma das músicas é “You Are Everything”, dos Stylistics, certo? 

R.H: Então, isso é outro exemplo do que eu acabei de falar, não ter medo de estar no centro das coisas. Eu lembro daquela vez na Inglaterra. Trabalhar com grandes produtores como aqueles foi uma experiência totalmente nova. A reação inicial ao gravar essas músicas foi: ‘talvez isso não seja uma boa ideia’, porque era uma música mais delicada, com violões e tudo mais, e nós estamos acostumados a gravar e tocar coisas mais forte, algo que é uma característica forte do Judas Priest. Mas nesse caso, essas músicas ficaram excelentes e foram muito marcantes para nós. Mas sobre lança-las, eu não sei, pode ser que sejam lançadas algum dia, não tenho certeza. 


P.G: Por favor, cara (risos). Sobre o Brasil, a primeira vez que o Judas Priest veio pra cá, foi em 1991 no Rock In Rio. 

R.H: Sim, sim.


P.G: E o Brasil naquela época não era muito explorado pelo show business, sabe, não havia muitos shows por aqui. O que você pensou quando lhe disseram “Rob, Judas Priest vai tocar no Brasil”, e o que você pensou logo que o show acabou? 

R.H: Então, é a esperança do Judas Priest poder tocar em qualquer lugar do mundo. É muito encorajador pra nós ter os fãs apoiando por tanto tempo. E eu estou realmente muito ansioso pela possibilidade de voltar ao Brasil. Isso é muito importante para o Judas Priest tocar em várias cidades do Brasil, e não podemos esperar para ver vocês e dar a vocês um ótimo show, pois sei que estão passando por uma crise financeira e também alguns problemas políticos, todas essas coisas são realmente relevantes, mas tudo que queremos é que vocês tenham uma ótima noite nos shows do Judas Priest, com muito Heavy Metal.

SERVIÇO:

Curitiba/PR - Pedreira Paulo Leminski (Judas Priest / Alice in Chains / Black Star Riders)
Data: Quinta-feira, dia 08 de novembro de 2018
Classificação etária: 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 
16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br

___________________________________

São Paulo/SP - Allianz Parque (Judas Priest / Alice in Chains / Black Star Riders)


Data: Sábado, dia 10 de novembro de 2018
Classificação etária: 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 
16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br

___________________________________

Belo Horizonte/MG - Km de Vantagens Hall (Judas Priest / Black Star Riders)

Data: Quarta-feira, dia 14 de novembro de 2018
Classificação etária: 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 
16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.
Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br



Language | Idioma

English Spain