Rock n’ roll, blues e protestos no Samsung Best of Blues - #VamosMusicalizar

Rock n’ roll, blues e protestos no Samsung Best of Blues

Por Barbara Lopes

O fim de tarde gelado paulistano se tornou bem mais quente neste domingo, 16. O Samsung Best of Blues trouxe Isa Nielsen, Camarones Orquestra Guitarrística, John 5 e Tom Morello para um show gratuito no espaço externo do Auditório Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera.
Foto: Bárbara Martins
O evento ocorre desde 2014 e reúne músicos nacionais e internacionais icônicos no estilo, como Joe Satriani, Richie Sambora e Orianthi Panagaris.

O início das apresentações ficou por conta da dinamarquesa-brasileira Isa Nielsen. A guitarrista, que agora segue focada em sua carreira solo, oficializou a saída do Volkana na coletiva de imprensa antes das apresentações.
Foto: Bárbara Martins

Com carisma e presença de palco incríveis, Isa mostrou toda sua habilidade técnica, fazendo uma apresentação intensa com espírito rockstar. Dentro do curto repertório, estava a inédita “Slide”, do seu álbum solo, e sua primeira música lançada solo, “Synthetic Inoxia”.

Já o Camarones Orquestra Guitarrística envolveu bem o público com a mistura peculiar de ska, surf music e a pitada de rock n’ roll. Uma apresentação também curta, mas que a banda soube aproveitar cada segundo. Os integrantes mantiveram a energia durante toda a apresentação.


John 5

Foto: Bárbara Martins
Já John 5 foi literalmente um show à parte. Com um outfit exótico que incluía até um acessório com luzes piscantes nos dentes, o norte americano fez uma apresentação enérgica e intensa do começo ao fim. Certamente, aproveitou toda a bagagem que possui proveniente de parcerias e participações (David Lee Roth, Steve Vai, Lynyrd Skynyrd, Joe Satriani) - e, sem dúvidas, seu visual refletia a excentricidade vinda de referências como Marilyn Manson e Rob Zombie. 

A apresentação também contou com covers de Enter Sandman (Metallica) cantado à capella e um medley de clássicos do rock que uniu Van Halen a Pantera. Finalizou a apresentação erguendo a bandeira brasileira, entregue pelo seu “ajudante” com visual igualmente bizarro.


Tom Morello

Foto: Bárbara Martins
Tom Morello subiu ao palco causando muita euforia no público. Apresentou músicas de sua carreira solo - como a inédita “Vigilante Nocturno”, tocada em primeira mão no Brasil - e também versões de Audioslave, Street Sweeper Social Club e, sem dúvidas, Rage Against the Machine - “Killing in the Name” foi a escolhida para encerrar o show. 

Assim como na edição em Porto Alegre, Tom exibiu a parte posterior de sua icônica “Arm the Homeless” com a frase “Justiça para Marielle”. Além de músico, Tom é cientista político por formação e, na coletiva, disse que o assassinato não resolvido de Marielle é um exemplo que mostra a crise democrática vivida pelo Brasil. “Eu quis mostrar meu apoio e solidariedade aos brasileiros que lutam pelos pobres, pelos trabalhadores, pelo meio ambiente e contra o fascismo. É por isso que eu toco e é esta mensagem que estou levando ao palco hoje”, comentou. A vereadora carioca Marielle Franco foi assassinada, junto de seu motorista Anderson Gomes, em março deste ano e desde então não há informações claras e completas sobre o crime.

O guitarrista também dedicou uma canção ao eterno parceiro Chris Cornell.
Foto: Barbara Lopes

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