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Turnê de King Diamond em comemoração ao Abigail será lançada em DVD e Blu-Ray


Referência e influência para bandas de Heavy Metal de todas as idades, o lendário King Diamond chega ao Brasil para uma apresentação única no país, em São Paulo, no dia 25 de junho. Diamond será o headliner do Liberation Festival 2017, que ainda conta com bandas como Lamb of God e Carcass, no Espaço das Américas.
Em entrevista ao #VamosMusicalizar, King Diamond falou sobre toda a sua carreira e a apresentação no Brasil, confira:

Pedro Gianelli: Como é para você voltar ao Brasil depois de tantos anos? Porque a primeira e última vez que você esteve aqui foi em 1996, no Monsters of Rock
Resultado de imagem para king diamondKing Diamond: É um ótimo sentimento, porque essa é a hora certa para ver King Diamond, porque essa é a primeira vez que temos a chance de levar toda a produção que temos. Esse é o melhor show que temos desde o início da carreira, é algo que, se você for, você quer falar sobre isso depois. Tocaremos todo o álbum ‘Abigail’, mas também tocaremos outros clássicos. Teremos uma produção completa, tudo que temos direito, terá todas as luzes, uma atriz interpretando Miriam, do Abigail, tudo.
Estamos fazendo um DVD/Blu-Ray com os shows da turnê, que vai ser lançado ainda neste ano, também lançaremos um novo álbum de estúdio, mas isso provavelmente no próximo ano, então é uma turnê muito especial. Porque será a primeira vez que alguns países verão o King Diamond, como o México, onde tocaremos na Cidade do México, e também São Paulo, que terá pela primeira um show completo do King Diamond.
P.G.: A sua imagem é rodeada por mitos e rumores que conseguem assustar qualquer criança por aí. Qual é o mito mais sem noção que você já ouviu? Aquele que você pensou: “eu não acredito que eles estão dizendo isso”.
K.D.: Bom, eu sei que, muita das vezes, o meu crew que é responsável por contar essas histórias para as pessoas, porque eles acham engraçado. Teve uma bem engraçada, que tinham vários fãs do lado de fora do local do show, fazendo barulho, e alguém disse para eles: “vocês não vão querer incomodá-lo, ele está dormindo no seu caixão”. Até teve uma rádio que me perguntou se eu dormia no caixão, eu disse: “ah, por favor! Não todas as noites” (risos).
P.G.: Ainda sobre os mitos, temos uma história sua aqui no Brasil, em 1996, que você comeu um prato de feijoada e passou muito mal depois, é verdade?
K.D.: Eu não lembro disso (risos). Lembro que uma vez que fiquei doente por causa de comida foi nos EUA.  Fui a um restaurante por lá e acho que o peixe estava estragado, eu passei muito mal, no outro dia, em Los Angeles, eu até comecei a sangrar pelo nariz. Mas do Brasil eu apenas me lembro de boas comidas.
P.G.: Antes de você se tornar o King Diamond, você teve a banda Black Rose. Como foi a transição que você teve que passar até chegar onde chegou hoje?
K.D.: Muitas coisas aconteceram. Eu tive uma banda antes do Black Rose, chamada Brainstorm, em que eu tocava guitarra, não cantava. E aí eu fiquei sabendo que o Black Rose estava procurando por um cantor, então me candidatei para ser cantor/guitarrista, e tocávamos muito Rainbow, DeepPurple, Black Sabbath... A primeira música que cantei foi ‘Space Truckin’, do DeepPurple, eu apenas gritava, mas, no final, já não tinha voz, então tive que estudar e aprender a controlar minha voz para seguir minha carreira.
P.G.: Quando descobriram que íamos te entrevistar, muita gente perguntou: ‘e o Mercyful Fate? Alguma chance de voltar?’
K.D.: Quem sabe? Eu estou pronto para tocar com eles de novo. Seria interessante tocar com todos os originais, mas deve ser algo certo, não apenas uma vez e pronto, todos têm que querer, para mostrar todo o respeito com a banda. Mas seria muito interessante, eu nunca diria ‘não’ para isso. Mas, agora, King Diamond é o foco total.
P.G.: Depois de tantos anos pela estrada, uma aposentadoria já é algo pensado?
K.D.: Eu não penso nisso agora. Minha voz cada dia fica melhor, eu consigo fazer o que eu faço e ainda surpreender as pessoas. Mas você não sabe o que vai acontecer, é algo que não se pode controlar, mas eu estou saudável, consigo fazer todas essas coisas por um bom tempo. Mas, se isso acontecer, eu não farei uma “turnê de despedida”, para ganhar mais pessoas nos shows, não vejo sentido nisso (risos).
P.G.: A cena do Metal, quando você começou, era totalmente diferente de hoje. Quais são as diferenças que você vê? Era mais fácil antes ou agora?
Resultado de imagem para king diamondK.D.: Nós fizemos algo especial. King Diamond e Mercyful Fate criaram estilos únicos. Tanto de ritmo, quanto de letras. Hoje, nós temos nossa equipe de gestão, é claro que isso ajuda muito, mas não é o mais importante, e sim fazer aquilo que vem no seu coração. Hoje, eu acho que é mais difícil para uma nova banda fazer sucesso do que era há 30 anos. Porque, com o passar dos anos, a música mudou. Por exemplo, streaming ficou cada vez mais normal, existe mais dinheiro no streaming do que nas vendas de discos.
Os selos de Metal estão, cada vez mais, olhando para o futuro, então, você precisa ter um bom e extenso catálogo, assim como nós temos. Porque muitos serviços de streaming querem muitos álbuns. As bandas devem saber também como escrever uma boa história, eu sei a resposta para isso, mas não vou contar (risos). Eu tenho muitas ideias para a música atual.
P.G.: Você vê alguma banda ou artista que podem ser o próximo King Diamond?
K.D.: Eu não acho que exista um novo King Diamond, e nem quero que isso aconteça. Da mesma forma que não quero que exista um novo Black Sabbath, ou um novo Deep Purple. Se você quer se destacar, você não pode copiar ninguém, você deve se influenciar, mas não copiar. Seria a mesma coisa de uma banda tributo, e eu realmente não gosto disso, não vejo significado nisso. Elas apenas querem pegar sua carreira e fazer alguns shows, elas não nos ajudam, os fãs sim, não as bandas tributos. Se eu quiser ver uma banda, eu vejo a original, tocando as músicas originais, quando você vê uma banda tributo, é como: ‘ok, eles tocam as músicas bem’, mas a experiência, comparada com o original, não é nada.
As bandas fazem algo único, por exemplo, no Black Sabbath, tivemos o Dio, que era um vocalista excepcional, mas não seria legal se ele cantasse músicas do Ozzy, e também o contrário, não gostaria de ver o Ozzy cantando ‘Heaven and Hell’ ou ‘Neon Nights’. Esses vocalistas têm vozes muito pessoais, então você não pode substituir alguém assim.
P.G.: Eu sei que ainda é muito cedo, mas vamos ter que esperar por muito tempo para ver você aqui no Brasil novamente?
K.D.: Eu sinceramente espero que não! Agora nós encontramos o caminho para fazer isso mais facilmente. Nós queremos voltar com o novo álbum, e os shows da sua turnê terão, pelo menos, 50% de músicas novas no setlist, queremos muito levar isso para o Brasil.


King Diamond ainda enviou um recado especial para os fãs brasileiros, que pode ser ouvido AQUI. Os ingressos para o show histórico ainda podem ser adquiridos através do site: www.ticket360.com.br.

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