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“Eu esperei a minha vida toda para tocar no Brasil”, diz Ryan Roxie

Oficialmente  confirmado no Brasil pela produção do Rock in Rio, Alice Cooper desembarca em terras brasileiras no dia 21 de setembro para tocar no Palco Sunset do festival junto com Arthur Brown, depois vai para São Paulo, no Espaço das Américas (22/09) e Curitiba, no Live Curitiba (24/09).  

Antes de chegar ao Brasil, o #VamosMusicalizar bateu um longo papo com o guitarrista de Alice Cooper, Ryan Roxie. Confira: 
  
Pedro Gianelli: Essa é a sua primeira vez aqui no Brasil, “oficialmente”, como é para você tocar aqui no país e, além disso, tocar em grandes palcos, como o Rock in Rio (21/09), e SP (22/09) e Curitiba (24/09)? 

Ryan RoxieEm poucas palavras, eu esperei a minha vida toda para tocar no Brasil e essa, provavelmente, vai ser a maior e melhor turnê de toda a minha carreira. 

P.G.: Essa formação da banda do Alice Cooper não é tão nova quanto era quando conversamos pela primeira vez, em 2014. Com o passar desse tempo, quão fechada ela está? Quais são as evoluções que você vê na formação atual? 

DSC02117 copyR.R.: Em minha opinião, essa é uma das bandas mais entrosadas que Alice Cooper já colocou junto, por uma única razão: essa é a formação mais consistente que já teve. Estamos há mais de três anos juntos, sem nenhuma mudança de membros, existe uma cumplicidade muito grande entre os membros, não apenas nos palcos, mas fora deles também. Por exemplo, nas noites de folgas, Chuck Garric (baixista) e eu fazemos alguns trabalhos como DJs, tocando alguns hits de rock, talvez até possamos fazer isso quando formos ao Brasil (risos). Nós realmente apreciamos nossa amizade, assim como nossa parceria na música. Eu acredito que cada um dessa formação tem muito respeito pelo outro, porque damos tudo pelo show, trabalhamos com o melhor frontman que existe, em minha opinião, que é o Alice Cooper, noite após noite, sentimos que fazemos algo muito especial nos palcos. 

P.G.: Dessa banda, você é quem está a mais tempo com o Alice (1996-2006 e 2012-atualmente), como você vê todas essas transições que já aconteceram na banda? 

R.R.: Eu vejo como uma progressão. Cada formação tem o dever de tocar de acordo com seu tempo. Porém, as músicas compostas por Alice Cooper têm algo especial, elas são atemporais. Então, as formações podem ter mudado várias vezes, mas as músicas nunca mudam, o show, a reação das pessoas nunca mudam e isso é o que faz Alice Cooper ser tão consistente desde o início de carreira. 
P.G.: Alice sempre diz que quer colocar essa formação em uma nova gravação. Como está isso agora? Teremos um novo álbum de Alice Cooper em breve? 

R.R.: Eu tive a sorte de tocar e escrever em vários álbuns do Alice Cooper no passado. Com essa nova formação, é muito difícil colocar todos juntos no estúdio ao mesmo tempo, mas eu realmente espero que podemos fazer isso novamente, com o mesmo espírito que fiz, por exemplo, ‘The Eyes of Alice Cooper’ Dirty Diamonds’, esses álbuns fazem parte da nova era do Alice Cooper e são muito especiais para mim. 

P.G.: Você tirou uma folga da banda em 2006 e voltou em 2012. Quais são as diferenças entre o Ryan Roxie antes dessa folga e depois? 

R.R.: (Risos) Além do cabelo e das roupas… (risos) Mas o mais importante foi a atitude. Você não pode apreciar tanto uma coisa até você não ter isso, enquanto eu não estava fazendo turnês com o Alice, eu estava fazendo por minha conta, excursionei pela Europa com a Gibson, fazendo clínicas de guitarra, tocando com a minha banda, Roxie 77, mas não é a mesma coisa das grandes turnês. Então, quando fui convidado para voltar à banda, em 2012, eu realmente levei a sério e aproveitei muito mais do que antes. As pessoas dizem que, quando você é um milionário, deixa de ser milionário e volta a ser depois, é muito melhor na segunda vez. É assim que eu me sinto, é muito melhor estar junto com Alice pela segunda vez.  

Além das clínicas e dos shows, eu tenho gravado várias aulas de guitarra online, no site www.playalongmusic.com, que é um momento em que ensino técnicas de guitarra, assim como clássicos do Alice Cooper. 

P.G.: Você disse sobre sua própria banda, o último lançamento da Roxie 77 foi em 2015, com ‘Ameriswede’, mas quando vamos ver novos lançamentos seus, com toda essa loucura que é tocar com o Alice Cooper? 

R.R.: Parte de mim é tão sortuda de estar tão ocupado tocando com o Alice nos últimos anos, mas eu tento aproveitar cada folga que tenho para ir para o estúdio e gravar coisas próprias. O que vai acontecer não é apenas um álbum da Roxie 77, mas um álbum do Ryan Roxie, que focará mais nas partes de guitarras. O que não acontece com a Roxie 77, que é algo mais focado nos sons e na base, por exemplo, minhas bandas preferidas são os Beatles e o Cheap Trick, então eu sempre tento colocar algo desse estilo. 

P.G.: Algo interessante que aconteceu foi que Nita Strauss (guitarra) recentemente postou um vídeo no Instagram dela e mostrou todos os guarda-roupas dos membros da banda e, cara… O seu era tão cheio de roupas, é difícil ser uma estrela do Hard Rock (risos)? 
Uma publicação compartilhada por Nita Strauss (@hurricanenita) em


R.R.: (Risos) Um problema que eu tenho, e que minha esposa diz isso, é que eu sou um “colecionador de tranqueiras”, é muito difícil para mim me livrar das coisas. Mas os membros da banda me deram uma ideia no ano passado, que, basicamente, é colocar as roupas de palco à venda e todo o dinheiro, 100% dele, vai para a caridade. Já foram cerca de 15 mil dólares para a caridade e me sinto muito feliz em fazer isso. 

P.G.: O mais interessante desse vídeo é o guarda-roupa do Glen Sobel (bateria), que tem apenas uma camiseta (risos)! 

R.R.: (Risos) Eu acho que é a mesma camiseta que ele tinha em 2012 (risos). Mas algo que também é interessante é que ele tem apenas uma camiseta, mas 1 milhão de baquetas diferentes (risos). 

P.G.: Sobre seu estilo de tocar, é algo muito anos 70 e 80. Mas quais são suas maiores influências para isso? 

R.R.: Eu acho que minhas maiores influências são guitarristas que, na hora do solo, conseguem contar histórias. Um exemplo disso é um dos meus guitarristas preferidos, que é o Brian May, do Queen. Porque quando você o ouve, ele não parece com nenhum guitarrista do mundo. Mas tem muitos outros que estão na minha lista, como Eddie Van Halen e Randy Rhoads. Porque os solos destes caras sempre completam a música, não é algo paralelo. 

P.G.: Sobre a vida na estrada, você tem dois filhos. Como você faz para conciliar duas vidas tão diferentes? Porque não é tão comum você tocar na Suécia, por exemplo. 

R.R.: Eu sempre estou fazendo turnês, é o que eu faço para viver. Mas quando estou em casa, estou 100% com eles. Mas você sempre tem que balancear a vida na estrada e a vida real, porque a vida real é o que faz de você uma pessoa real. 

P.G.: No verão dos Estados Unidos, Alice Cooper fará uma turnê junto com o Deep Purple, e eu tenho certeza que esta é uma das suas influências. Como é para você excursionar com essas lendas do rock, além do Alice Cooper, como você fez com o Mötley Crüe, na turnê de despedida deles, e agora com o Purple? 

R.R.: É simplesmente incrível excursionar junto com as bandas que você tinha posters na parede enquanto crescia, como o Iron MaidenMötley Crüe, agora com o Deep Purple. Mas o mais legal em excursionar com esses caras, é que você percebe que eles são exatamente como você. O pessoal do Deep Purple sempre foi muito legal conosco, todas as vezes que tocamos com eles antes, eles foram 100% profissionais, e um cara como o Steve [Morse - guitarrista do Deep Purple] eu me inspiro muito.  

 O guitarrista Ryan Roxie deixou um recado especial para os fãs brasileiros, além disso, fechou uma parceria com o #VamosMusicalizar, em que oferece um mês de aulas de guitarra online grátis, ambos podem ser conferidos AQUI

Siga Ryan Roxie nas redes sociais:
Instagram: @ryanroxie
Twitter: @ryanroxie

 #VamosMusicalizar 
  

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