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ENTREVISTA | Vocalista do The Maine confirma que a banda vem ao Brasil em 2017

Em entrevista exclusiva ao #VamosMusicalizar, John O’Callaghan confirmou que a banda passará pelo Brasil após o lançamento do novo álbum


No ano em que completa 10 anos de banda, o The Maine pode estar facilmente relacionado entre as principais bandas de rock dos anos atuais. Prestes a lançar um novo disco, o The Maine está com tudo: hits nas rádios, fãs enlouquecidos e, claro... Uma nova passagem pelo Brasil. Ao menos foi o que garantiu o vocalista John O’Callaghan em entrevista exclusiva ao #VamosMusicalizar, confira:
Pedro Gianelli: 10 anos como banda! O The Maine é uma banda jovem, mas ao mesmo tempo com muita experiência. Qual é a evolução que você vê nesses anos como banda e como artista solo nesses anos?
John O’Callaghan: Cara, às vezes é difícil você refletir sobre algo que você está totalmente envolvido. Mas nós aprendemos, durante todos esses 10 anos, a aproveitar todos os momentos como banda, desde viagens, composições, os shows, os fãs. É muito estranho que, fazendo isso, fazendo o que gostamos, não parece que foram 10 anos, parece que é algo novo. Isso acontece porque não deixamos ficar algo monótono, por exemplo, estamos fazendo nosso sexto álbum, está sendo mixado nesse momento, sempre queremos fazer algo novo, algo que ainda não fizemos, então procuramos um jeito de manter a animação das coisas. Para isso, entregamos músicas que nós gostamos e, felizmente, as pessoas estão seguindo-as.
P.G.: A maioria das entrevistas que faço é com aqueles “dinossauros do rock”, mas muitos adolescentes vieram para mim e disseram: ‘ei, você tem que entrevistar o The Maine’. Como você lida com eles? Porque são muitos garotos (as) gritando por você, copiando seu estilo, existe um cuidado especial com isso? Porque você é o herói deles.
J.O.: (risos) Sabe, eu não me considero mais importante do que nenhum ser humano na Terra. Mas eu sei que a plataforma que nós temos como uma banda e eu, como um frontman, nos deixa nessa posição. É claro que exponho minhas ideias e as pessoas veem isso, mas o mais importante é que o público, especialmente os mais novos, devem saber o quão importante são nossas características individuais. Não devemos achar que copiar tal pessoa vai nos deixar melhor, porque temos nossas próprias características e atitudes, até mesmo aqueles que achamos que têm todas as respostas, como nossos pais, não têm, então devemos procurar por elas, agindo da melhor maneira possível. Quando saímos em turnê, sempre ouvimos algumas pessoas falando que querem montar uma banda de rock, então, se você realmente quer, vá em frente, eu sinceramente acho incrível a forma com que as pessoas vêm nos dizer isso, especialmente no Brasil, é um país em que nos sentimos muito bem e é meu dever fazer com que essas pessoas se sintam tão especial e única como todas são.
P.G.: Vocês estão gravando um novo álbum, o que você pode dizer para nós sobre ele?
J.O.: Tudo que posso dizer é como ele está soando e é um dos discos mais difíceis que nós fizemos, principalmente para mim, por várias razões. Mas todas essas partes difíceis fizeram deste álbum o melhor que já gravamos até agora, as pessoas podem esperar por grandes músicas nesse disco. Não tenho todos os detalhes, mas ele está sendo mixado agora e aí será masterizado até o ano novo, então eu acho que teremos mais detalhes, como data de lançamento e todas essas coisas, por volta de janeiro, e depois disso vamos planejar uma turnê e provavelmente leva-la por todo o mundo.
P.G.: Sobre gravar um novo álbum, você e eu viemos de uma outra escola, totalmente diferente da nova geração, que é uma geração de downloads. Ao menos eu, gosto de ter o vinil ou CD em minhas mãos e não igual aos mais novos, que baixam uma ou duas músicas e pronto. Como você lida com essa nova geração? Porque é essa a geração de pessoas que te acompanham. Isso afeta no momento de a banda querer gravar um novo disco?
J.O.: Nós cinco da banda somos exatamente como você, antes de tudo, somos entusiastas da música, nós amamos música. Lembro-me de guardar dinheiro que meus pais me davam e ia comprar discos no final da semana. Mesmo sabendo de todas as mudanças na indústria da música, tentamos fazer com que isso não afete na nossa maneira de fazer música, especialmente quando queremos gravar algo, da primeira faixa até a última, mesmo tendo em mente que algumas pessoas vão consumir apenas uma música ou duas. Nós ainda fazemos vinis, CDs, e isso não afeta o amor que temos pela música, nessas horas eu penso em mim, porque se não tivesse um vinil ou CD eu ficaria com muita raiva (risos).     
P.G.: Há muitas bandas de rock alternativo surgindo todos os dias, mas vocês conseguem se manter sempre no topo. Qual é diferença entre o The Maine e o resto?
J.O.: Oh, cara! Eu acho que eu não tenho uma resposta para isso, mas tenho algumas coisas que podem servir como isso (risos). Eu gosto de ver que as pessoas gostam do que nós fazemos, porque elas veem sinceridade no que tocamos, elas percebem o quanto nós gostamos de fazer o que fazemos, mais do que isso, elas veem o quão fortunados somos por poder fazer isso. Nós percebemos que as coisas só vão dar certo se tornarmos recíproco o amor que as pessoas que escutam nossa música têm conosco. Existem muitos artistas que acham que atingiram a ponto que podem fazer o que quiser e não se importam mais com os fãs, e quando isso acontece, é quando você não é mais um artista e sim um babaca. Nós tentamos manter a humildade, sabe, nós não somos rockstars, somos apenas caras (risos), somos apenas caras normais que têm um emprego anormal, nós temos que viajar o mundo todo e tocar música, e isso, para mim, é um sonho se tornando realidade.
Somos apenas pessoas normais, não somos rockstars, rockstars estão mortos, apenas remanescem em nossos posters. Por exemplo, Dave Grohl, do Foo Fighters, eu não sou um grande fã da música dele, mas um grande fã da pessoa, da mensagem que ele passa, que é de muita humildade, e ele esteve em duas das bandas mais importantes dos últimos 50 anos, você olha pra ele e pensa: “eu amo esse cara!” (risos). Então, somos pessoas que as pessoas podem olhar para nós e querer tomar um café conosco e ter uma conversa normal. Mais uma vez, Pedro, eu espero que as pessoas gostem do que fazemos, porque elas reconhecem uma sinceridade nisso, mas eu não me importo se é por isso ou por qualquer outra razão, mas que elas gostem de nós e nos permitam fazer música (risos).
P.G.: Eu tenho que perguntar isso: o The Maine veio várias vezes no Brasil, mas quando vocês vão voltar? Ouvi algo sobre uma passagem no ano que vem, é verdade ou não?
J.O.: Nós estamos descobrindo toda a turnê que iremos fazer para o próximo disco, confie em mim, o Brasil está lá nos lugares em que queremos visitar. Não é uma questão de ‘se vamos’, mas sim de ‘quando vamos’. Vamos apenas finalizar o álbum e focar onde vamos passar com essa turnê, mas nós vamos, definitivamente, voltar ao Brasil no ano que vem.
P.G.: Temos um quadro aqui que queremos saber o que o artista está ouvindo. Qual é a banda nova que você tem ouvido ultimamente?
J.O.: Tem uma banda chamada Cigarettes After Sex, que realmente não paro de ouvir. Tenho escutado também o novo disco do J. Cole.
P.G.: E qual banda/artista mais antigo que você não para de escutar?
J.O.: Eu ouvi o novo disco do Neil Young, e é muito bom! E tenho escutado sem parar The Clash!
O vocalista do The Maine ainda enviou um recado especial para os fãs brasileiros, que pode ser ouvido AQUI
#VamosMusicalizar
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