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Sioux 66 diante do Paraíso de abrir o show para o Aerosmith (ENTREVISTA COM BENTO MELLO)

Conheça, em uma entrevista exclusiva, a Sioux 66, a banda que está incumbida de abrir o show da “Maior banda da América”, Aerosmith.

A Sioux 66, apesar da pouca idade – surgiu em 2011 –, é uma das bandas mais respeitadas da cena do Hard Rock nacional – e quando digo nacional, é NACIONAL mesmo, com excelentes músicas em português – e prova disso é que a banda paulistana, no próximo sábado (15), vai abrir o show de uma das maiores bandas de todos os tempos, o Aerosmith! Para conhecer melhor essa super banda, confira a entrevista que fizemos com o guitarrista Bento Mello:

Pedro Gianelli: Com tão pouco tempo de banda, a Sioux já se tornou uma realidade no Hard Rock nacional, como vê esse crescimento tão rápido da banda?

Bento Mello: Foi fruto de um trabalho muito duro. Não chegamos aqui do nada, ralamos muito pra isso. Lançamos o primeiro EP (2012), que virou o primeiro disco (‘Diante do Inferno’ – 2013). Depois disso, ficamos três anos lutando para fazer o máximo de show que conseguíamos. O objetivo sempre foi esse, sempre pensando em chegar em um nível mais “mainstream”, mas com o pé no chão e fazendo acontecer aqui no underground.

P.G.: Vocês tocam um Hard Rock, em português, qual é a maior vantagem de fazer isso?

B.M.: O Hard Rock é um estilo que é muito ligado à língua inglesa, principalmente pelas bandas americanas que fizeram sucesso, nós pegamos essas influências nossas, mas queríamos fazer algo com a nossa cara. Uma das vantagens é que conseguimos nos aproximar do rock nacional, porque existe algo pesado nas bandas conhecidas nacionalmente.

P.G.: Para quem não conhece a banda, conte quem é a Sioux 66, desde 2011 até hoje.

B.M.: A banda surgiu em São Paulo, eu e o Gabriel (bateria) entramos depois, quem começou a banda foi o Fábio [Bonnies] – baixo, Iggor [Godoi] – vocal e o Mika [Jaxx] – guitarra. Quando eu e Gabriel entramos, no final de 2011, foi quando começamos a compor as músicas, que é aí que fica a essência da banda, que são as músicas do EP. Em 2012, lançamos o primeiro trabalho, o EP e o clipe de ‘Outro Lado’, com produção do meu pai, Branco Mello (Titãs), e a partir daí nosso nome começou a rodar no underground, quando abrimos para o Suicide Barbara, algo importante também aconteceu em 2012, quando ficamos entre os finalistas para tocar no Sweden Rock Festival. Em 2013, lançamos nosso disco, ‘Diante do Inferno’, e lançamos três clipes dele. E, apesar de ficar três anos sem lançar algo novo, rodamos muito, tocamos no Rio Grande do Sul, por exemplo, tocamos junto com o Gilby Clarke (ex-Guns n’ Roses) no Rio de Janeiro. Mas, também nesse período, compomos músicas novas e também acrescentamos elas no repertório.

P.G.: E não tem como não falar, mas sobre o show do próximo sábado (15), abrindo para o Aerosmith, no Allianz Parque, para 30/35 mil pessoas. Eu sei que tudo depende do momento, mas como você imagina que vai ser a reação da banda no palco, principalmente nos primeiros minutos?

B.M.: Sem dúvidas esse é o maior desafio da banda (risos)! Cara, isso que é o mais difícil, os primeiros minutos eu simplesmente não consigo (risos), mas depois eu já imagino que a gente já consiga se soltar, é impressionante para nós, vamos ver um estádio lotado, e sabemos que aquelas pessoas não estão lá para nos ver, mas estamos com um repertório bem afiado, vamos fazer uma mescla das músicas novas com as do primeiro disco, vamos tocar ‘O Calibre’, que é uma música que lançamos agora e estará no disco novo. A banda tem uma grande energia no palco, acredito que vamos entreter o pessoal, mas os primeiros minutos só lá para saber (risos), depois a gente vai conseguir fazer o show da melhor maneira possível.

P.G.: E depois do Aerosmith? O que a banda está preparando?

B.M.: O novo disco estará em todas as mídias digitais na próxima sexta (14), isso estava planejado até mesmo antes do show, então tivemos que correr ainda mais (risos), dia 11 vamos lançar o clipe, 14 o disco e 15 o show e depois vamos fazer o show de lançamento do disco.

P.G.: Sobre o disco novo, qual foi a reação quando o disco já estava pronto?

B.M.: Eu vejo o resultado desse disco como uma evolução natural, já nos conhecemos melhor, já sabemos a direção correta. Esse disco eu vejo que ele está melhor “amarrado”, conseguimos criar um tema em cima dela, não intencionalmente, foi algo que aconteceu de forma totalmente natural e virou um conceito bem legal.




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