Language | Idioma

English Spain

ENTREVISTA: WOLF HOFFMANN (ACCEPT)

A banda alemã Accept é uma das percussoras do que chamamos de Speed Metal, mas eles ainda misturam elementos do Hard Rock, Heavy Metal e, por que não um pouco de música clássica?! Eles vêm ao Brasil em abril, com data em Belo Horizonte no dia 10 de abril, no Music Hall. Mas antes de desembarcarem aqui, o guitarrista e líder da banda, Wolf Hoffmann, falou com exclusividade ao #VamosMusicalizar. Confira:

Pedro Gianelli: O Accept passou por várias mudanças em suas formações, mas podemos destacar as várias mudanças de vocalistas. Como vocês lidaram com essas tantas mudanças, o quão boa está a banda agora se comparada com o passado?

Wolf Hoffmann: A grande mudança ocorreu há 6 anos atrás, com Mark Tonillo assumindo os vocais, mas foi ótimo, porque nos últimos 5 anos lançamos três álbuns, que ficaram fenomenais, excursionamos por todo o mundo. E, recentemente, temos outros dois novos membros, porque o baterista e o outro guitarrista começaram seus próprios projetos, cerca de um ano atrás. Agora temos Uwe Lulis (guitarra) e Christopher Williams (bateria), que são músicos fantásticos.

P.G.: E quais são as influências na criação do Accept?

W.H.: Nossas influências musicais vêm dos anos 70 e início dos anos 80. Vão de [Judas] Priest, Deep Purple, AC/DC. Talvez essas sejam nossas principais influências.

P.G.: Vocês fazem algumas coisas realmente diferentes nas músicas do Accept, como na canção ‘Metal Heart’, com trechos da ‘Marcha Eslava’ (Tchaikovsky) e ‘Für Elise’ (Beethoven), no riff principal do solo de guitarra. De quem vêm essas ideias?

W.H.: Eu sempre fui um grande fã da música clássica, e sempre estudei muito sobre ela. E sempre sonhei em combinar a música que nós tocamos, o Metal, com a música bem antiga, dos grandes mestres.

P.G.: O Accept sempre usa elementos do Speed Metal, Hard Rock e Heavy Metal. Por que toda essa mistura, que funciona muito bem com o Accept?

W.H.: Eu escuto muita gente falando que nós que criamos toda essa coisa de Speed Metal, talvez escrevemos as primeiras músicas da história do Speed Metal. Mas sempre seremos uma banda de Hard Rock, porque amamos esse estilo, mas também seremos sempre uma banda de Heavy Metal, é isso que nós fazemos. Esses três elementos sempre fizeram parte do nosso estilo e sempre farão.

P.G.: No ano passado, vocês tocaram no Monsters of Rock (com Kiss e Judas Priest), mas em 2010, vocês tocaram em alguns lugares menores, como o Manifesto, em São Paulo. Qual é a diferença entre tocar para uma plateia de 40 mil pessoas e em lugares menores?

W.H.: É completamente diferente, mas sempre é divertido. Porque, quando tocamos em lugares menores, ficamos mais perto da plateia. Mas também é incrível subir em um palco e ver tanta gente, que não conseguimos enxergar o final da plateia. É completamente diferente, mas eu adoro os dois e não sei se um é melhor do que o outro.

P.G.: Vocês já tocaram diversas vezes no Brasil e, provavelmente, sabem o quão forte é o Accept aqui, como é poder encontrar esses fãs loucos brasileiros?

W.H.: Nós realmente não podemos esperar, o público brasileiro provavelmente está entre o top 3 de todos os públicos em que tocamos em todo o mundo. O público sul-americano, em geral, é incrível! Nos preparamos para cantar sozinhos no palco, mas sempre as pessoas cantam toda a música mais alto do que nós mesmos, é fantástico!

P.G.: E o que os fãs podem esperar dos shows no Brasil?

W.H.: Bom, tocaremos algumas músicas mais recentes, dos álbuns lançados há pouco tempo, mas também teremos alguns dos velhos clássicos do Accept, que todos querem ouvir, eu realmente amo tocar essas músicas, mas também adicionaremos alguns novos sons de álbuns muito bons lançados recentemente. Então é uma combinação de tudo de bom do Accept, o novo e o velho.

Wolf Hoffmann ainda envio um recado para todos os fãs brasileiros, que pode ser visto em: www.facebook.com/vamosmusicalizar.

#VamosMusicalizar




Anterior
Próximo »
0 Comentar