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OPINIÃO: SENTIREMOS SUA FALTA, LEMMY!



O texto apresenta a opinião do autor da matéria, e não do site #VamosMusicalizar. A responsabilidade por todo o conteúdo deste artigo é, exclusivamente, do autor citado acima.
Pedro Gianelli

Na última segunda-feira (28), o rock perdia mais um órgão e beirava ruma à morte, uma das figuras mais icônicas deste estilo falecia aos seus 70 anos, Lemmy Kilmister, baixista e vocalista da banda Motörhead – e, principalmente, o rock n’ roll em pessoa –.

Havíamos preparado uma retrospectiva com tudo que fizemos em 2015 para lançar nesta edição, mas a notícia da morte de Lemmy foi devastadora, não poderíamos deixar de fazer uma singela homenagem a esse IMORTAL da música.

Quando artistas morrem, as pessoas tendem a transformá-los em músicos extraordinários que, com todo o respeito, não são! Não sejamos hipócritas, Lemmy nunca foi um incrível baixista e muito menos um vocalista exímio, mas ele tinha consigo uma coisa que está cada vez mais rara de encontrar, o amor incondicional pelo estilo que tocava e defendia com unhas e dentes.
Ao contrário de muitos artistas, principalmente do rock, Lemmy era a humildade em pessoa, certa vez em São Paulo, um fã encontrou com Lemmy e disse: “você é o pai do Rock!”, ele apenas disse: “imagina! O pai do Rock se chama Little Richard”, e, com um sorriso no rosto, apertou a mão do fã, tirou algumas fotos e assinou todos os discos.
Lemmy não estava bem há muito tempo, mas nunca ligou para isso e continuou vivendo sua vida como sempre viveu, sem ligar para nenhuma regra ou preocupação. Estava terrivelmente magro, com a voz claramente desgastada, cancelando alguns shows por questões de saúde, inclusive o show no Monsters of Rock de Porto Alegre e no Monsters of Rock de São Paulo, ambos em 2015. Quando, no dia 26 de dezembro, segundo nota oficial na página do Motörhead, Lemmy recebeu a notícia de que estava com um câncer muito agressivo, enquanto estava em sua casa, em frente a TV.

Lemmy sempre foi um símbolo de luta e de viver a vida tão intensamente quanto ela é, mas depois da noite de Natal, ele deve, durante os três dias seguintes, ter mandado o sinal para seu corpo que já estava na hora de parar. E então, na noite do dia 28 de dezembro, recebemos a terrível notícia de que Lemmy Kilmister nos deixou.

Foi realmente muito difícil para mim, Pedro Gianelli, receber esta notícia e escrever este texto, pois durante todos os meus anos dentro do rock e da música, Lemmy sempre foi a pessoa que me inspirava. Tive o enorme prazer de, quando tocava, interpretar algumas músicas que Lemmy gravou, como ‘Ace of Spades’ e ‘Dr. Alibi’.

Deixamos aqui nossa singela, mas profunda, homenagem à essa lenda do Rock and Roll, Lemmy Kilmister, e pedimos para que não deixem o legado dele morrer, ouça suas músicas, aprecie uma dose de Jack Daniel’s & Coca-Cola (assim como Lemmy era apaixonado) e faça com que Lemmy Kilmister e o Motörhead sejam eternos. Obrigado Lemmy!

#VamosMusicalizar

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