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ENTREVISTA: MARTY FRIEDMAN (EX-MEGADETH)



Uma das maiores bandas de metal de toda história, sem dúvidas, é o Megadeth. Com milhões de discos vendidos por todo o mundo, turnês milionárias, e muito mais. Mas, também, um dos maiores guitarristas do mundo passou por essa banda, pelo Cacophony, e agora tem sua própria carreira solo. Seu nome é Marty Friedman, e esse mito da guitarra está no Brasil para uma série de 19 workshows, inclusive passou por Minas Gerais ontem (10), em Juiz de Fora.

Mas antes de chegar no Brasil, Marty falou com exclusividade com o Gazeta do Oeste, confira:

Pedro Gianelli: Em sua carreira solo, podemos ver uma espécie de inclinação de metal para metal progressivo, era esta a sua real intenção, ou simplesmente aconteceu? Um exemplo é que no Cacophony era algo como Speed Metal, já no Megadeth era de metal e agora parece um metal progressivo.
 
Marty Friedman: Eu não tenho nenhuma idéia do que esses títulos de gênero significam. Eu nunca pensei sobre isso dessa forma. Toda vez que eu crio um álbum, é exatamente o que eu sinto nesse momento. É como uma espécie

de anuário.

P.G.: Em sua carreira solo, você mudou muito seu estilo em comparação com o que você fez no Megadeth. Você acha que essa mudança foi porque as músicas do Megadeth são muito estruturadas, sem a liberdade que você tem agora?

M.F.: Não. Eu estou em constante mudança, reinventando a minha música. Estou crescendo como artista e entregando algo mais interessante a cada álbum.

P.G.: Como foi o primeiro dia da mudança "da cultura americana à cultura oriental"? Foi difícil para você no começo?
 
M.F.: Não houve "primeiro dia". Eu sempre tive essas duas culturas dentro de mim, por isso, às vezes uma se destaca mais que a outra. Eventualmente, eu me mudei para Tóquio e estou muito imerso na cultura japonesa, mas eu ainda sou muito americano.

P.G.: Você lançou seu 12º álbum, 'Inferno', o que mudou entre este álbum e o primeiro álbum da sua carreira?

M.F.: (risos) Tudo! Muito melhor que a expressão artística, são as mudanças, mas a experiência no mundo da música também é muito útil ao criar um álbum como o "Inferno".

P.G.: Como foi para você estar em Tsunami em 2011? Você fez uma ação muito bonita, leiloando algumas coisas pessoais para ajudar as vítimas.

M.F.: Obrigado. Era assustador para mim. Eu estava no estúdio com a minha banda e parecia que o edifício estava explodindo. Leiloar minhas coisas e ajudar as vítimas foi a única coisa que me acalmou.

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(www.vamosmusicalizar.com.br)


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