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ENTREVISTA: STEVE MORSE (DEEP PURPLE)


Se existe uma banda que pode ser considerada uma referência no rock, essa banda se chama Deep Purple. A banda vem fazendo um sucesso estrondoso desde o fim dos anos 60. A banda possui um dos “hinos” mais tocados pelos guitarristas, ‘Smoke on The Water’, já venderam mais de 100 milhões de discos por todo o mundo, e troca de formação como troca de roupa. Este é o Deep Purple! E os ingleses recentemente estiveram no Brasil com a turnê de divulgação de seu novo álbum, ‘Now What?!’.

O guitarrista do Purple, Steve Morse, é considerado uma das lendas vivas da guitarra, e participará em Janeiro um “acampamento” em Connecticut, juntamente com Joe Perry (Aerosmith), Lou Gramm (Foreigner), Bumblefoot (Guns n’ Roses) e muitos outros mitos.
Morse concedeu uma entrevista exclusiva falando sobre o Deep Purple, sobre o ‘Rock n’ Roll Fantasy Camp’, o Brasil e muito mais. Confira:

Pedro Gianelli: Primeiramente, é uma honra fazer essa entrevista com você. Bom, você esteve no Brasil há algumas semanas atrás, como foi sentir a energia do público brasileiro novamente?

Steve Morse: É sempre surpreendente sentir o coração musical e a alma do povo brasileiro. Foi incrível!

P.G.: Deep Purple tem muitas formações diferentes. Ian Gillan, David Coverdale, Richie Blackmore, Glenn Hughes, você, e muitos outros. Mas finalmente esta nova formação está sendo considerada uma das melhores. Como é para você ser comparado com o Deep Purple que conquistou o mundo?

S.M.: Bom, nós temos uma química muito boa entre nós, até mesmo pessoal. Isso é o principal que estávamos procurando quando nos encontramos para o meu primeiro show com a banda. Isso há 20 anos atrás! Ninguém pode substituir o trabalho que Richie [Blackmore] fez, e os fãs sabem que não estamos tentando fazer isso. Esse foi um período muito especial para o Purple, mas atualmente é um período muito especial para nós.

P.G.: Vocês lançaram o novo álbum ‘Now What?!’, e as pessoas estão dizendo que é um dos melhores álbuns do Purple, para você é verdade? Qual é o seu disco favorito do DP?
S.M.: Sim, ‘Now What?!’ é um dos meus favoritos. Mas dos clássicos, ‘Machine Head’ (1972) é o meu preferido. Comigo e com Jon Lord na banda, ‘Perpendicular’ (1996). E com a atual banda, ‘Now What?!’.

P.G.: Você é acostumado a tocar com os melhores músicos do mundo, como: G3, Mike Portnoy, Deep Purple, e outros. Mas agora você participará de um acampamento, como é tocar com dezenas de pessoas diferentes, que você nunca viu na sua vida?

S.M.: É uma coisa boa para mim. Uma das únicas coisas boas quando você fica velho (risos), é que você aprende muito e que você pode passar para os outros! Sério, isso é algo que eu gosto, ajudar os outros a encontrarem uma nova maneira de olhar para as coisas.

P.G.: E além dessas pessoas “normais”, você irá tocar com Joe Perry, Lou Gramm, Bumblefoot, como é tocar com esses “heróis da guitarra”?

S.M.: Eu não tenho certeza se vou tocar com esses caras ou não, mas estou aberto a tudo enquanto estiver lá. Músicos normalmente têm que ser flexíveis. Eu sempre gostei de tocar com músicos que têm muitas experiências, porque eu também aprendo alguma coisa quando isso acontece.

P.G.: ‘Smoke on the Water’ é um dos hinos do rock n’ roll. E o DP tem que tocá-la todo show, se não, os fãs matam vocês. Cansa tocar as mesmas velhas canções?
S.M.: Não, porque fazemos um mix da velha versão com a nova. As músicas mais antigas atacam a memória dos fãs ao longo da vida. As novas são partes de quem somos na banda atual.

P.G.: Você também tocou com o Kansas, como foi que você saiu da banda? E como é a sua relação com os caras? E o que achou sobre o “novo Kansas”?

S.M.: Eu parei com os negócios na música brevemente! Precisava de um “reset”, e, em seguida, poderia voltar com mais energia do que tinha antes. Eu me dou muito bem com os caras, e fiz o DVD de reunião com eles há alguns anos atrás. O trabalho deles é incrível! Sempre fui um fã.

P.G.: Você é um dos maiores guitarristas do mundo, mas existe alguém que você não tocou, e ainda sonha em tocar?

S.M.: Com certeza, mas eu tive uma vida toda fazendo isso, e não me arrependo de nada. Estou finalmente aproveitando escrever e tocar com meu filho, e perceber que mesmo que tenhamos crescidos em mundos diferentes, compartilhamos o mesmo amor pela música.

P.G.: É a sua décima vez no Brasil com o Deep Purple, mas quando iremos vê-lo com Flying Colours? Talvez uma turnê mundial em breve?

S.M.: Flying Colours só será capaz sair em turnê quando as estrelas se alinharem (risos). Porque trabalhamos com diferentes grupos e projetos. É quase um milagre se começarmos a trabalhar em algo juntos, porque há tantos conflitos de agenda. Então... eu não sei quando.

Steve Morse ainda enviou uma mensagem para todos os fãs brasileiros:
Eu gostaria de convidar todos vocês do Brasil a visitarem os EUA e vir neste Fantasy Camp. É a minha primeira vez, e estou muito ansioso para isso. Experimentamos compartilhar muitas ideias musicais com vocês!
#VamosMusicalizar







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1 Comentar
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O título dessa matéria está bem equivocado viu! Soa como propaganda enganosa. No mais, legal.

Balas