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ENTREVISTA: JOSH TODD (BUCKCHERRY)


O Hard Rock teve seu auge na década de 80, com todo aquele laquê e blush, exemplos desse estilo são: Mötley Crüe, Poison, Twisted Sister, entre outros. E desde a chegada do Grunge – no início da década de 90 –, o Hard Rock foi dado como morto, quando em 1995, em Los Angeles, surge uma banda para manter vivo o espírito do Hard Rock americano, o Buckcherry.

O primeiro disco do Buckcherry só foi lançado quatro anos após o surgimento da banda, em 1999, com o homônimo, Buckcherry. Logo no primeiro disco, alguns dos clássicos da banda, como: Lit Up, Dead Again e For the Movies. Mas foi depois da parada da banda em 2002, que o Buckcherry estourou nas rádios, com o álbum, ‘15’, lançado em 2005, que carrega os verdadeiros hinos: Crazy Bitch e Sorry.

Em entrevista exclusiva para o Gazeta do Oeste e #VamosMusicalizar, o vocalista, Josh Todd, contou tudo sobre o Buckcherry, o lançamento do mais recente EP, ‘Fuck’, e sobre o Brasil, confira:

Pedro Gianelli: Vocês lançaram o EP, ‘Fuck’, e ele tem alguns tipos de covers, como a versão bônus, que possui ‘Mama Kin’, um clássico do Aerosmith. E no EP, a música ‘Say Fuck It’, uma versão de ‘I Love It’, hit da cantora pop, Icona Pop. Por que a banda escolheu fazer essas versões?

Josh Todd: Tivemos essa ideia depois que ouvi a versão de ‘I Love It’, e trocamos o refrão para ‘Say Fuck It’. Queríamos pegar algumas canções pop e deixa-las mais “sujas”, deixar com a cara do Buckcherry. E então resolvemos colocar elas no EP, ‘Fuck’.

P.G.: E por que a banda escolheu fazer um EP, e não um álbum completo?

J.T.: Sabe, nós queríamos usar todas as músicas que tivessem a palavra ‘fuck’, ou o seu significado, que possui muitos. O Buckcherry nunca teve um EP, então é legal para os fãs, sabe, agora temos seis músicas por aí. E outro motivo, não conseguiríamos fazer um álbum todo com a palavra ‘fuck’ (risos). Mas o nosso último álbum – ‘Confessions’ – teve um longo processo de escrita, foi um disco muito emocional para cada um da banda, nós saímos em turnê, fizemos 377 shows, então precisávamos de nos divertir um pouco, sabe com algo mais curto. E agora estamos trabalhando em um LP do Buckcherry, que vai ser lançado no ano novo. Estamos escrevendo e gravando as músicas.

P.G.: E falando no passado, a música ‘Sorry’ foi talvez a última balada de rock nas rádios. Como você se sente sendo a última banda de rock nas rádios?

J.T.: (risos) Não acho que sejamos a última banda de rock and roll. Mas tivemos uma longa e dura carreira para chegar onde chegamos. Mas o que tenho a dizer é que o rock n’ roll é muito mais do que está na rádio, e eu acho isso fantástico! Quando eu cresci no sul da Califórnia, a maioria das bandas que escutava tinham discos independentes, isso é maravilhoso! Agora o Buckcherry tem sua própria gravadora, a F-Bomb Records, é algo extremamente legal, porque tudo que fazemos é nosso, do nosso jeito, isso é único.

P.G.: E agora o Buckcherry lançou a linha de brinquedos sexuais, ‘Crazy Bitch’, como isso tudo aconteceu, cara?

J.T.: (risos) Ah sim, os brinquedos ‘Crazy Bitch’! Sabe, foi uma transição natural, temos algumas fãs loucas – referindo-se ao significado de ‘crazy’ = louco – (risos). É ótimo, porque é perfeito para o que elas vão fazer antes, durante e depois do show (risos). Temos os brinquedos, e alguns kits de tattoo. Pensamos na nossa música – ‘Crazy Bitch’ –, ela é um ótimo slogan, agora enquanto estão ouvindo ‘Crazy Bitch’, podem se divertir com ‘Crazy Bitch’ (risos).

P.G.: Nitidamente, isso é uma jogada de marketing. O Buckcherry está pensando em se tornar uma banda ‘marketing’, com vários produtos licenciados, como o KISS, por exemplo?

J.T.: Não sei, nunca conversamos sobre isso. Nós só queremos criar coisas diferentes, e servir o que os fãs gostam. É apenas o mundo dos negócios musicais.

P.G.: Em 2002, a banda parou de tocar, como foi para você e Keith [Nelson] tomar essa dura decisão?

J.T.: Sabe, tinha várias coisas acontecendo naquela época, nós não conseguimos as pessoas certas para substituir os membros que tinham saído. Eu e Keith juntamos com os caras do Guns n’ Roses, Slash, Duff e Matt, tocamos alguns shows, foi algo legal para nossa cabeça. Com isso, pensamos que voltar seria o melhor, para lembrar de tudo de bom que já tínhamos criado, e tudo que já tínhamos feito.

P.G.: E logo depois disso, vocês lançaram o álbum de maior sucesso do Buckcherry, o álbum ‘15’, para você, pessoalmente, como foi ressurgir das cinzas?

J.T.: Essa é uma ótima história de rock n’ roll. Ninguém falava sobre nós, criamos as músicas do ‘15’, e nenhuma gravadora nos queria, então fizemos tudo por conta própria. Depois do lançamento fomos um pouco além, fomos para o Japão, e nosso empresário não aguentava as ligações de gravadoras. Foi uma incrível volta! Vendemos mais de 1,5 milhões de discos, todos falavam que éramos loucos de fazer rock n’ roll por nossa conta. Uma ótima história de rock n’ roll!

P.G.: Buckcherry é uma banda totalmente Hard Rock, como é manter o legado ‘sexo, drogas e rock n’ roll’ atualmente?

J.T.: Sabe, muitas pessoas acham que nós somos esses drogados, por causa de algumas músicas, que falam sobre sexo, essas coisas. Mas elas são apenas o que estou sentindo no momento, o Buckcherry é muito mais do que isso. Sabe, elas são apenas o que eu sou.

P.G.: O último álbum, ‘Confessions’ é sobre os 7 pecados capitais. Como a banda decidiu criar um álbum completo em cima desse assunto tão interessante?

J.T.: Bom, os 7 pecados capitais são atemporais, todos conseguem relacionar eles. Estão em toda a história, em filmes, músicas, livros, queríamos pegar todas as nossas experiências e colocar dentro dos 7 pecados capitais, e acho que fizemos um bom trabalho. Trabalhei muito duro nesse disco, estudando sobre os pecados, e escrevendo as músicas dentro desse assunto. Foi um desafio muito grande, mas nos divertimos muito fazendo esse disco. Particularmente, acho que ‘Confessions’ é o melhor álbum do Buckcherry.

P.G.: Sobre a última polêmica do rock n’ roll, Gene Simmons disse que o rock está morto. Mas em uma música do Buckcherry, ‘Dead’, você diz exatamente algo sobre isso. Mas agora, o rock está morto ou mais forte do que nunca?

J.T.: As pessoas estão dizendo que o rock está morto desde o nosso primeiro disco, em 1999, então... (risos) Não sei, mas não penso que o rock esteja morto, ele tomou formas diferentes. Rock n’ roll não é apenas o mainstream, e quando o rock não está no mainstream, as pessoas dizem que ele está morto, é como “se você não é o Foo Fighters ou o Green Day, você não é rock n’ roll” (risos), fazemos nossa parte, procuramos lançar discos todo ano, e mostrar para o mundo que o rock n’ roll não está morto.

P.G.: A última vez do Buckcherry no Brasil foi no Monsters of Rock, em 2013, e foi um dos primeiros shows de Kelly LeMieux (baixo), como foi tocar com um cara que teve que aprender todas as músicas do Buckcherry em 1 semana? E como foi a saída de Jimmy Ashhurst?

J.T.: Tivemos muita sorte com Jimmy, mas algumas coisas não estavam funcionando mais. Sabe, Buckcherry é como uma gangue, e todos os membros devem estar unidos e focados nas mesmas coisas. Demos muitas oportunidades para Jimmy, para ele mudar o jeito que ele agia, mas chegou a um ponto que não dava para suportar.

P.G.: Como foi tocar no Monsters of Rock, é um festival, e muitas pessoas não estavam lá por causa do Buckcherry, pois o headliner era o Aerosmith. Como a banda entra no palco pensando em ter que ganhar novos fãs?

J.T.: Sim! Tocamos em muitos lugares que as pessoas não sabiam quem nós éramos, mas acho que isso que deixa as bandas mais fortes. Eu sou um cara muito competitivo, tenho essa natureza competitiva, então eu amo subir no palco e ganhar o maior número possível de pessoas que não sabiam o que estávamos fazendo.

P.G.: E sobre o Brasil, vocês tocaram aqui em 2011, com o Mötley Crüe, e no ano passado, no Monsters of Rock. Mas quando vamos ver o Buckcherry novamente?

J.T.: Nós estamos tentando voltar. É muito difícil para bandas americanas fazer turnê correta. Temos que ver se todas as áreas que tocamos sejam boas, financeiramente, para todos que estão envolvidos. Mas nós queremos muito voltar, queremos fazer uma turnê por toda a América do Sul, inclusive no Brasil. Estamos trabalhando em fazer uma turnê como co-headliner nesse momento.

Josh Todd ainda enviou um recado para todos os fãs brasileiros, o vídeo pode ser visto AQUI!
#VamosMusicalizar

(www.vamosmusicalizar.com.br)
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