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ENTREVISTA: PHIL COLLEN (DEF LEPPARD)

Com mais de 100 milhões de álbuns vendidos, mais de 35 anos de carreira, shows lotados em todo mundo (com exceção do Brasil), uma legião de fãs que causa inveja em qualquer outra banda, sim, eu estou falando deles, os ingleses do Def Leppard.
Para os desavisados, o Def Leppard é uma das bandas que surgiram no NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal), mas que de Heavy Metal estão muito longe, por isso os chamamos de Hard Rock, e dos bons! Com inúmeros hits no rádio, como: ‘Love Bites’, ‘Photograph’, ‘Pour Some Sugar on Me’, ‘Rock of Ages’, e muito mais. Dois discos que estão em qualquer lista “dos melhores de todos os tempos”, estou falando de ‘Pyromania’ (1983) e ‘Hysteria’ (1987), ambos com mais de 20 milhões de cópias vendidas – CADA –, 2º e 1º lugar da lista da Billboard – respectivamente –. É um currículo e tanto, certo? Pois bem, o guitarrista dessa SUPER banda, Phil Collen, falou com exclusividade comigo sobre toda a carreira do Def Leppard, os altos e baixos da carreira, o Brasil, e muito mais.

Pedro Gianelli: Phil, primeiramente, é uma honra falar com você, e parabéns pelo grande sucesso da turnê que comemora os 25 anos de ‘Hysteria’, Viva Hysteria!’, e logo depois a incrível turnê com o KISS.

Phil Collen: Obrigado! O prazer é meu.

P.G.: De um lado temos os fãs que defendem veemente o Hard Rock de ‘Pyromania’, e do outro temos os que preferem a veia pop que o ‘Hysteria’ tem. Mas para você, qual é o melhor álbum do Def Leppard?

P.C.: ‘Hysteria’. Sem dúvidas.

P.G.: O Def Leppard teve duas tragédias terríveis em sua história. 1ª: vocês lançaram o ‘Pyromania’, e quando estavam no topo, convidados para ser a atração principal do Rock in Rio (1985), Rick Allen (bateria) sofre um terrível acidente de carro e perde um braço. 2ª: vocês deram a volta por cima, lançaram ‘Hysteria’, mas em 1991, morre Steve Clark (guitarra). Vocês chegaram a pensar nessa época que era a hora de parar?

P.C.: De forma alguma! Se um membro da família morre, você não pode desistir de viver.

P.G.: E agora Vivian Campbell (guitarra) está com linfoma de Hodgkin. Mas mesmo assim vocês continuam tocando. Você considera o Def Leppard a banda mais forte do mundo?

P.C.: Não. Amamos uns aos outros e tiramos nossas forças desses obstáculos.

P.G.: Você substituiu Pete Willis na guitarra, mas como você foi convidado para entrar na banda?

P.C.: Eu já conhecia os rapazes antes. Éramos todos amigos. Eles apenas me convidaram para entrar e tocar no álbum (Pyromania).

P.G.: Os primeiros álbuns são um pouco mais pesados, você acha que o Def Leppard deixou o seu som mais “pop” – como o disco ‘Songs From The Sparkle Lounge’ – para atender o mercado musical?

P.C.: Não. Nossas composições ficaram melhores. Você não pode tocar o mesmo velho estilo, caso contrário, ficará chato. Nós estamos mudando constantemente, mesmo agora. Nosso som é diferente de ‘Sparkle Lounge’.

P.G.: Gene Simmons (KISS) disse que o “rock n’ roll está morto”. Você passou um bom tempo com ele na última turnê, mas você concorda com Gene?

P.C.: Está definitivamente morrendo.

P.G.: Você tem alguns trabalhos solos incríveis, como o ‘Delta Deep’, você esteve promovendo-a um tempo atrás, mas com todas essas turnês do Leppard, como está a banda agora?

P.C.: É tão empolgante! Nós acabamos de gravar o novo álbum. Está sendo mixado agora. Esperamos fazer uma turnê no mais tardar ano que vem.

P.G.: Sobre a sua audição no Iron Maiden, como foi isso?

P.C.: Na verdade, não foi uma audição. Eu não lembro como foi a situação, mas eu tocava em uma banda chamada ‘Girl’. Eu conhecia os rapazes por anos. Conhecia Paul Di’Anno, o vocalista original, desde que tinha 6 anos de idade.

P.G.: O último álbum do Def Leppard foi em 2008 (‘Songs From The Sparkle Lounge’), vocês estão fazendo muitas turnês, residências, mas você acha que já é tempo para um novo álbum? Vocês já têm algumas canções gravadas?

P.C.: O novo álbum está quase pronto e será lançado no próximo ano.

P.G.: Em 1997, Def Leppard fez sua primeira turnê no Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo. Mas o que tinha para ser uma grande tour, foi um verdadeiro fiasco, apenas 250 pessoas na plateia, o que você acha que aconteceu?

P.C.: Me diga você (risos). Acho que 100 pessoas apareceram, e eles foram ótimos. Nós apenas descemos e tocamos. Nós pensávamos que o Rio seria ótimo, porque todos diziam que eles nos amavam lá. Nós fomos e ninguém apareceu. Foi a pior turnê que já fizemos. Mas talvez o Rio de Janeiro não gosta de nós. São Paulo foi muito louco. Eles nos amaram.

P.G.: Sobre a turnê com o KISS, Gene Simmons tuitou sobre uma ‘possível’ parte 2 da turnê, e essa parte 2 passaria pela América do Sul. Quão verdadeira é essa informação?

P.C.: Não sei. Nós estamos dispostos a receber uma oferta oficial. Mas nós adoraríamos tocar aí.

P.G.: No último ano, vocês gravaram um vídeo falando sobre um show no Brasil na nova Allianz Arena (Arena Palmeiras), quando vamos ver o Def Leppard no Brasil?


P.C.: Não tenho ideia! Quando vocês querem nós? Apenas façam uma oferta. 





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