Language | Idioma

English Spain

#VAMOSMUSICALIZAR ENTREVISTA: BRANDON COOK (BLACK 'N BLUE)

Uma das bandas mais injustiçadas da história do Hard Rock ainda se mantém firme e fazendo o que sabe de melhor, grandes músicas. Essa banda se chama Black ‘n Blue, e é a antiga banda do atual guitarrista do KISS, Tommy Thayer.
Com grandes músicas como: ‘I’ll be There For You’, ‘Hold On to 18’, e muitas outras. Mas a banda é uma das esquecidas pelas gravadoras, mas muito bem lembrada pelos fãs do estilo.
Em entrevista exclusiva ao Gazeta do Oeste, o guitarrista Brandon Cook falou tudo sobre a banda, e muito mais.

Pedro Gianelli: Vocês lançaram um novo álbum em 2011, ‘Hell Yeah!’, mas desde 1988 vocês não lançavam um álbum de estúdio. O que a banda fazia durante todo esse tempo?

Brandon Cook: Sei que a maioria dos caras estavam em projetos diferentes, Ten Pound Rain and Plum estavam em outros projetos de Patrick Young, Freight Train Jane esteve em um dos projetos de Jamie, e Pete estava tocando com Michael Schenker e Uli John Roth, e várias outras pessoas.
Eu sou um pouco mais jovem que isso (risos), então desde 1988... terminei o ensino médio em 1993, me graduei com uma performance de Jazz na Portland State University; fiz duas pequenas demos com minha banda, State of Balance; toquei em um pequeno período com Chris Caffery em sua banda solo. Eu também tenho tocado em várias bandas, fazendo trabalhos de estúdio e gravando partes de guitarras para muitas bandas tributos.

P.G.: Você está em uma das melhores bandas de Hard Rock da história, como é isso para você?

B.C.: Eu amo tocar com essa banda! Os caras são tão sérios em relação à música, algo em nível mundial. Eu sempre levei esse tipo de coisa a sério e aprendi grandes lições com o Black ‘n Blue. Uma está sendo: se vamos estar em contato com pessoas como: Firehouse, Danger Danger (com Andy Timmons), Ratt, Tesla, Night Ranger, etc. nós temos que estar no topo, assim como eles.

P.G.: E você sabe, o Black ‘n Blue nunca teve um hit no rádio, ou um grande sucesso, mas tiveram grandes músicas. O que vocês falharam para se tornar uma grande banda?

B.C.: Eu acho que é apenas sorte. Você faz as melhores músicas que pode, e se as pessoas cantam com você, funciona. Eu acho que temos pessoas suficientes que cantam conosco, tanto que continuamos a tocar ao vivo e nos divertindo. Me sinto feliz sabendo que as pessoas gostam da nossa música. Mas eu não quero ser a próxima grande banda. Eu penso em fazer o melhor que posso, com as pessoas e ideias que tenho.

P.G.: Você está substituindo Tommy Thayer (KISS). Mas qual o seu relacionamento com ele?

B.C.: Meu relacionamento com Tommy é esse: eu era seu técnico de guitarra quando ele e Black ‘n Blue foram induzidos ao Oregon Music Hall of Fame, aqui em Portland, Oregon, em 2010. Eu era seu empregado do fim de semana. Eu também tocava guitarra na banda de seu irmão (John Thayer) por cerca de 5 anos. Eu nunca tentei forçar as coisas para conhecê-lo, porque sei que se isso acontecer, será pelas razões certas. Tenho certeza que ele é uma grande pessoa.

P.G.: Você tem também uma banda tributo ao Guns n’ Roses, certo? Mas qual é o seu principal projeto agora?

B.C.: Sim, o nome da banda é Appetite for Deception. Eu faço a personagem de Slash por 9 anos e meio. Black ‘n Blue é minha principal banda ao vivo, mas a minha maior criação está em minha banda, chamada Loyal Order. Nós temos dois vídeos lançados, e uma música que escrevemos será a música-tema de um programa de TV que será lançado em abril.

P.G.: Nos anos 80 vocês quase se tornaram uma grande banda. Mas agora, você acha que é o grande momento do Black ‘n Blue? E em sua opinião, o que a banda falhou naquela época?

B.C.: Eu acho que agora, em 2014, o Black ‘n Blue está incrível! Recriando a nostalgia daquela época. Nossas músicas ficaram relevantes para as pessoas, porque nós escrevemos músicas divertidas sobre o rock n’ roll, e isso que importa. É definitivamente divertido.
Eu não acho que eles necessariamente erraram. Mas, se eu estivesse escrevendo com a banda agora, eu iria tentar escrever a música que representa melhor o que é o Black ‘n Blue em 2014. Passei muito tempo estudando composições, estruturas e progressões. Eu escrevo várias músicas e tento fazê-las da melhor forma possível. Espero que no futuro, o Black ‘n Blue tenha a oportunidade de fazer um outro álbum.

P.G.: Vocês lançaram ‘Hell Yeah!’ em 2011, mas vocês já estão gravando um novo álbum ou isso vai levar mais um longo tempo?

B.C.: Não estamos gravando neste momento. Mas eu adoraria! Infelizmente não tomo essas decisões na banda.

P.G.: De acordo com Gene Simmons (KISS): “rock n’ roll está morto”. Você concorda com isso?

B.C.: Vendas de álbum é extremamente difícil. Acho que Gene está frustrado com estado da indústria musical. Eu gostaria de ver os fãs comprando os álbuns das bandas que eles realmente gostam, mas o modelo de negócio não está funcionando. A indústria tem que agilizar. É um grande, volumoso e obsoleto modelo de negócio, que não se moveu para o mundo moderno, exceto no fim das gravações. Tudo é um modelo antigo que os fãs, músicos e os caras dos negócios sabem quem não funciona. O Rock n’ Roll nunca morrerá. Mas o método de transmissão para a massa de música pré-gravada mudou, e eles não descobriram uma maneira rentável para vender esse processo. Está melhorando, mas nunca vai ser como nos anos 80 e 90. Essa foi a época de ouro dos lucros nos negócios musicais. Agora está difícil para todos, exceto para os gigantes executivos.

P.G.: E vocês nunca fizeram uma turnê no Brasil, certo? Quando isso vai acontecer?
B.C.: Essa é uma ótima pergunta! Estamos dispostos a viajar, mas tem que fazer sentido financeiramente. Não é uma resposta muito romântica, mas a verdade nunca é. Eu adoraria tocar e conhecer novos fãs da América do Sul. Vamos ver se podemos fazer algo acontecer.





Confira o recado que Brandon Cook enviou para todos os fãs brasileiros AQUI
#VamosMusicalizar



Anterior
Próximo »
0 Comentar