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RESENHA: RICHIE KOTZEN EM BH (16/10/14)

O guitarrista americano Richie Kotzen sem dúvidas é um dos guitarristas mais injustiçados por fãs. No início da década de 90, Richie substituiu o guitarrista da banda Poison, C.C. DeVille, e gravou um excelente disco – porém nada vendido –, ‘Native Tongue’, que teve uma mudança radical no estilo da banda, pois Kotzen, com sua guitarra, tirou o estilo de banda “festeira” do Poison, e adicionou uma bela pegada de Blues. Mas pouco tempo depois, Richie Kotzen foi expulso da bando por conta de várias brigas internas.
Mas em 1997, Richie se junta ao Mr. Big, substituindo o lendário Paul Gilbert. Mais uma vez, Kotzen gravou um disco que não foi bem recebido pelos fãs, desta vez com ‘Get Over It’. Com o encerramento das atividades do Mr. Big em 2002, Richie Kotzen voltou a se dedicar à sua carreira solo e à banda ‘The Winery Dogs’. Lançando vários excelentes e álbuns, e até abrindo os shows dos Rolling Stones no Japão durante a ‘Bigger Bang Tour’.


Richie Kotzem em Belo Horizonte

No dia último dia 16, Richie Kotzen se apresentou em Belo Horizonte, no Circus Rock Bar.
Havia um encontro dos jornalistas que lá estavam com Kotzen antes do show. Os jornalistas entraram, Richie estava lá, mas não foi trocado sequer um olhar entre o guitarrista e a imprensa. Primeira impressão: carisma zero.
Mas eis que chega o momento mais importante, o show. Richie Kotzen sobe no palco com uma banda excelente, e com a junção da incrível guitarra de Kotzen, a impressão já estava mudando, mas Richie continua com sua carisma igual a de um cacto (até mesmo com os fãs).
Richie Kotzen consegue recompensar toda a falta do espírito frontman, com uma incrível sonoridade, de deixar qualquer pessoa boquiaberta. Um setlist muito bem elaborado, com excelentes músicas, mas que vão ficando “chatas” com os solos de guitarra infinitos entre elas.
Este show teve dois momentos ímpares, o primeiro: durante os solos de baixo e de bateria, Richie sai do palco, mas logo em seguida volta no comando das baquetas, mostrando toda a sua habilidade como baterista (e sim, ele é bem melhor do que muito baterista por aí).


Segundo momento: é hora de Kotzen ficar sozinho no palco, e fazer um solo bem calmo, sem distorções de guitarra, e logo em seguida, tocar a INCRÍVEL canção, ‘What Is’, e contar com um coral de todas as pessoas que estavam presente naquela noite de quinta-feira. Um show inesquecível, de um artista seco, mas que no palco solta seus demônios, e toca sua guitarra com maestria. Nota: 10.
#VamosMusicalizar
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1 Comentar
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Além de ótimo guitarrista, canta fenomenalmente!

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