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ENTREVISTA: PAUL GILBERT (MR. BIG)


A banda estadunidense, Mr. Big, emplacou grandes hits nos anos 80 e 90, como: ‘To Be With You’, ‘Big Love’, ‘Addicted to That Rush’, e muitos outros. Mas ontem (30) lançou o seu oitavo álbum de estúdio, denominado ‘...The Stories We Could Tell’. A banda que chegou a fazer um show para 100 mil pessoas em Santos-SP em 1994, mantém o sucesso, com alterações em suas formações – inclusive a do baterista Pat Torpey, diagnosticado com Parkinson –, mas voltando à formação original (Eric Martin – vocal; Pat Torpey – bateria; Billy Sheehan – baixo; Paul Gilbert – guitarra).

Um dos remanescentes da formação original, Paul Gilbert, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Gazeta do Oeste – via Skype –, e contou tudo sobre o Mr. Big, carreira solo, o afastamento do colega de banda, e muito mais.

Pedro Gianelli: O Mr. Big está lançando o novo álbum, ‘...The Stories We Could Tell’. O que você tem para dizer sobre esse álbum? Algumas pessoas estão dizendo que será o melhor álbum da banda.

Paul Gilbert: Sim! Todo álbum é o melhor! É igual aos filhos (risos)

P.G.: E recentemente, o baterista, Pat Torpey foi diagnosticado com Parkinson. E infelizmente, está fora desta nova turnê. Como foi para a banda receber esta informação?

Paul Gilbert: Antes de tudo, queremos ter certeza de que nosso amigo, Pat, está bem. Ele tem grandes desafios a enfrentar, e queremos apoiá-lo. Pat ainda está envolvido na gravação do disco, e, provavelmente, vai entrar em turnê com a gente para fazer o que puder. Eu acho que o trabalho com a banda – de qualquer maneira – ajuda a animá-lo. Ele está de bom humor recentemente. Pat está nos ajudando a escolher um baterista para tocar na turnê. Mas Pat ainda virá para cantar e fazer tudo o que conseguir.

P.G.: E vocês já têm algum nome para o cargo de baterista?

Paul Gilbert: Sim, será Matt Starr. Ele é o atual baterista de Ace Frehley (ex-guitarrista do KISS), e irá, temporariamente, substituir Pat.

P.G.: E uma vez, você disse que o show do Mr. Big no Brasil em 1994 foi o show mais importante de sua vida. Por quê? Você ainda tem alguma lembrança daquele dia? Como foi entrar no palco e ver 100 mil pessoas na sua frente?

Paul Gilbert: Esse show no Brasil foi incrível! 100.000 pessoas! Havia tanta energia. Eu nunca senti nada tão intenso. Tudo estava perfeito. Até mesmo o meu cabelo (risos)!

P.G.: Você esteve em uma outra excelente banda, Racer X. Infelizmente faz muito tempo que vocês encerraram as atividades, mas vocês já conversaram sobre uma possível reunião?

Paul Gilbert: Agora, eu estou muito ocupado. Acabei de terminar um álbum solo, um álbum do Mr. Big, e eu tenho uma escola de guitarra online. E também... minha paixão ultimamente, tem sido a de tornar-me um improvisador melhor. Heavy metal é um estilo de música muito estruturado. Ele funciona bem com as coisas preparadas com antecedência. Então, recentemente, eu fui para o blues e para o jazz. Na verdade, estou ouvindo clarinetes de jazz dos anos 60 o tempo todo. Uma observação: o pai de Eddie Van Halen (Van Halen) tocava clarinete de jazz!

P.G.: Sobre sua escola de guitarra online... você ensina guitarristas de todo o mundo. É difícil para você conciliar sua agenda com o Mr. Big, carreira solo, workshops, etc?

Paul Gilbert:  Sim! Eu amo todos esses trabalhos, mas às vezes eu tenho que dormir também (risos)! A escola online é ótima! Eu amo ouvir os meus alunos tocando, ouvir eles improvisando, ver a evolução deles. Você toca guitarra?

P.G.: Não, toco baixo.

Paul Gilbert: Eles têm uma escola de baixo com Nathan East! Ele tocou com Eric Clapton e muitos outros. Você irá adorar! Dê uma olhada em www.artistsworks.com

P.G.: Em 2002, Racer X gravou o álbum ‘Getting Heavier’, que foi um grande sucesso no Japão, mas alguns fãs ficaram um pouco desapontados com algumas “músicas mais leves”, que lembram muito seus discos solos. Você sabe, Racer X era bem parecido com a banda Loudness, muitas canções pesadas. Mas você vê esse álbum como um álbum do Paul Gilbert?

Paul Gilbert: Ooooh! Na verdade, eu estava muito cansado quando eu fiz esse álbum. Eu tinha acabado de fazer alguns outros projetos. Então eu pensei que eu iria ver se os outros caras poderiam compor mais do que eu. Mas eu ainda compus algumas músicas também. Mas nós escrevemos o que sentíamos. É difícil planejar exatamente o que fazer. Música só acontece naturalmente.

P.G.: Sobre sua carreira solo, eu diria que você não tem um gênero definido. Você se sente mais livre para fazer o que quer, é diferente do Mr. Big?

Paul Gilbert: Mr. Big é menos trabalhoso! Todo mundo escreve e contribui. E eles têm grandes canções e ideias. Eu gosto do resultado. Sempre soa como Mr. Big. E Eric [Martin] é um cantor muito melhor do que eu (risos)!

P.G.: Sobre seu novo álbum solo, ‘Stone Pushing Uphill’, o que os fãs podem esperar?

Paul Gilbert: Tentei tocar melodias vocais na guitarra. Eu me inspirei em meus cantores favoritos, como Steven Tyler, Paul McCartney, Sting e James Brown. Isso requer muitas técnicas novas que eu nunca usei antes. E realmente me inspirou a experimentar este novo estilo. Estou mais animado em tocar guitarra. E isso certamente ajuda em minha improvisação! Quando ouço minhas canções antigas, eu sinto que algo está faltando. Eu sinto que estou finalmente encontrando minha "voz" na guitarra. A música é uma viagem sem fim!

P.G.: Em seus workshops, você realiza jams com vários artistas, você tocou com Edu Ardanuy, guitarrista do Dr. Sin, com Rafael Bittencourt, do Angra. Você já pensou em tocar com esses caras em um álbum, tanto da sua carreira solo, quanto do Mr. Big?

Paul Gilbert: Eu adoro tocar com esses caras! Por exemplo, eu fiz um acampamento com Joe Satriani, chamado G4. Havia cerca de 180 estudantes, e eu toquei com todos! Isso toma bastante tempo, mas eu amo!

P.G.: Recentemente, você tocou em 16 cidades brasileiras! Quando veremos você novamente? Temos alguns boatos de um possível show do Mr. Big no fim do ano, você já sabe sobre isso?

Paul Gilbert: Nossos empresários trabalham nessas questões. Eu apenas toco guitarra.

 

Paul Gilbert ainda enviou um recado para todos os fãs brasileiros, confira:

“Foi ótimo fazer tantos shows no Brasil. Fiz jams com muitas pessoas também, e tive um grande momento. Espero voltar e tocar ao vivo! E se você tocar guitarra... confira minha escola on-line em Artistworks. Eu ensino todos os dias! Obrigado!”

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