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ENTREVISTA: SNAKE SABO (SKID ROW)



A lendária banda de Hard Rock, Skid Row, prepara o lançamento do seu novo EP, ‘Rise Of The Damnation Army - United World Rebellion: Chapter Two’. Trata-se da “segunda parte” de uma trilogia. Os membros do Skid Row decidiram lançar EPs (três), ao lançar um CD completo, isto, devido a aceitação do público atual, pois conta com um número menor de músicas. O EP foi lançado ontem (5), pela Megaforce Records.
O Skid Row, obviamente é muito mais conhecido em razão do seu ex-vocalista, o bahamense, Sebastian Bach. Hoje, quem está em seu lugar, é o americano, Johnny Solinger, que faz parte da banda desde 2003. O Skid Row manteve a mesma excelência que tinha com Bach, este que nos últimos shows, vem oscilando entre performances boas e desastrosas (como no último Rock in Rio), mas ainda assim, um bom vocalista.
O guitarrista, Snake Sabo, é um dos três membros originais remanescentes do grupo (junto com Scotti Hill e Rachel Bolan), o guitarrista também se juntou a banda, Bon Jovi, antes de formar o Skid Row. Snake concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Gazeta do Oeste, onde falou sobre o Skid Row, o Brasil, e muito mais.




Pedro Gianelli: Snake, eu ouvi uma prévia do álbum, e está realmente incrível, sua guitarra está soando como nos velhos tempos, muito pesada. Eu tenho certeza que será um grande EP. Está pronto para entrar nos “mais vendidos” (risos)?

Snake Sabo: (risos) Obrigado. Eu também tenho certeza que será um grande disco, trabalhamos muito duro nisto. E está do jeito que queríamos, aquilo é o verdadeiro Skid Row. Mas ainda não falamos em entrar nesses top 100, ou algo do tipo. Ainda. (risos)

P.G.: E vocês acabaram de tocar no festival Hellfest (França), como foi dividir o mesmo palco com uma banda como o Aerosmith?

S.S.: Cara, foi incrível! Aerosmith é uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos. Eles realmente sabem como fazer rock n’ roll. Tocar com Aerosmith será uma honra para qualquer banda no mundo.

P.G.: Vocês também tocaram com uma outra excelente banda, o Buckcherry. Vocês já fizeram alguns shows juntos, mas já conversaram sobre uma possível turnê?

S.S.: Sim, fizemos 7 (sete) shows juntos. Mas já conversamos sim sobre uma turnê com o Buckcherry, eles são uma excelente banda, são grandes pessoas também. Talvez aconteça em breve.

P.G.: Nos anos 80 e 90, vocês fizeram uma grande turnê com o Guns n’ Roses, naquela época, eles eram talvez a maior banda do mundo. Esse fato atrapalhou o Skid Row, ter escondido um pouco vocês?

S.S.: Com certeza não. Toda turnê é boa para o Skid Row, quero dizer, eu preciso aprender algumas coisas, e aprendi muito com o GN’R, aprendi como realmente beber (risos). Mas tocamos para grandes públicos, isso foi incrível. Estamos conversando sobre fazermos uma turnê Skid Row e Guns n’ Roses de novo, talvez no próximo verão, seria a maior turnê do verão.

P.G.: Algumas bandas daquela época estão fazendo sua ‘turnê de despedida’, como o Mötley Crüe. O Skid Row já conversou sobre ‘pendurar as chuteiras’?

S.S.: Isso é algo que eu não consigo te responder agora, pois trata-se do futuro. Mas eu amo o que eu faço, me divirto ao máximo quando subo no palco.

P.G.: E o que realmente aconteceu com Sebastian Bach, por que ele saiu da banda? Algumas pessoas dizem que foi depois da desastrosa performance dele no Brasil, em 1996, mas qual é a verdadeira história?

S.S.: Bom, a banda estava simplesmente trabalhando sozinha, e não queríamos isso mais. Chegou a um ponto que não conseguíamos nos comunicar, e quando acontece isso, a única saída é separar as partes. Eu realmente respeito tudo que ele fez pelo Skid Row, mas amo como estamos hoje. As pessoas pedem para voltarmos a formação clássica, eu me orgulho dela, mas isso já deu.

P.G.: Então você diria que esta é a melhor formação do Skid Row (com Johnny Solinger nos vocais)?

S.S.: Eu amo a nossa banda agora. Tenho momentos incríveis tocando com pessoas que eu respeito e admiro. De longe, é a melhor formação que tivemos. Me sinto pequeno perto do Skid Row atual.

P.G.: Vocês estão lançando um EP. Mas já consideraram a possibilidade em fazer um álbum completo?

S.S.: Bom, nós vamos gravar mais um EP e completar a trilogia. Não tenho certeza do que vamos fazer depois. Tudo é possível.

P.G.: Você já esteve no Brasil por 5 vezes. O que difere o público brasileiro, e sul-americano em geral, do que qualquer outro?

S.S.: Nós absolutamente, amamos o Brasil e todo a América do Sul! Desde quando começamos a tocar aí, em 1991, as plateias têm sido tão gentis conosco. Uma das coisas que eu amo no Brasil e na América do Sul em geral é a paixão e o amor que eles têm com a música. Nenhuma plateia no mundo consegue isso. Estou sempre inspirado quando estou no Brasil.

P.G.: Então podemos esperar pelo Skid Row durante a turnê do ‘Rise of Damnation’?

S.S.: Certamente vamos tocar no Brasil no futuro. Mas infelizmente, não até 2015.

O guitarrista ainda termina a entrevista mandando um recado para todos os fãs brasileiros e sul-americanos:

Para todos as incríveis pessoas do Brasil e da América do Sul, eu humildemente agradeço a todos vocês, por nos permitir fazer música por toda uma vida. Sem todos vocês, não poderíamos fazer isso! Mais uma vez, obrigado pelos 25 anos de lealdade e amor.

Com respeito, Snake”.

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