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ENTREVISTA: DORO PESCH

A vocalista alemã, Doro Pesch, recentemente lançou o seu novo álbum, ‘Raise Your Fist’, comemorando os seus 30 anos de carreira. Doro é conhecida pelos headbangers como: ‘Rainha do Metal’. E me concedeu uma entrevista exclusiva – via telefone –, deixando alguns recados para os seus ‘súditos’ brasileiros.

Pedro Gianelli: Doro, a Alemanha é a terra de grandes vocalistas, temos  Tobias Sammet do Edguy, Ralf Scheepers do Primal Fear. E temos ninguém menos do que Doro Pesch. Por que é tão fácil achar grandes vocalistas na Alemanha?

Doro Pesch: Wow! É tão difícil responder isso (risos). Mas na Alemanha o Metal é tão conhecido, que fica fácil montar uma banda, viver do Metal. Eu não acho que existe uma diferença entre os cantores e as cantoras, o que posso te dizer é que temos tantos excelentes vocalistas aqui, fica difícil citar um ou outro.

P.G.: Hoje as mulheres estão dominando o mundo do Metal, temos Tarja Turunen, Amy Lee (Evanescence), Angela Gossow, Orianthi. Nos anos 80 essa quantidade era drasticamente reduzida, tínhamos Doro, Lita Ford, Joan Jett, não tínhamos tantas opções para cantoras de rock/metal. Hoje, você diz que é melhor do que nos anos 80?

D.P.: Em termos, sim. Veja bem Pedro, antes quando existia uma banda de Metal com mulheres, era diferente, então você fazia um ‘sucesso’ mais rápido. Mas hoje é muito mais fácil montar essas bandas e fazer algo, mas não vai ser algo tão diferente para aquela época.

P.G.: Sobre a sua antiga banda, Warlock, sem dúvidas, foi uma das grandes bandas dos anos 80, mas ninguém sabe o que aconteceu com a banda, o por que você saiu da banda.

D.P.: Eu nunca deixei a banda Pedro. O que aconteceu é que tivemos alguns problemas com nosso primeiro empresário, alguns problemas com dinheiro, e então falamos com ele: “ok, você está fora, nós continuamos”. E logo depois disso, ele pegou o nome ‘Warlock’, e não podíamos usar esse nome mais, decidimos parar, cada membro foi para um lado, mas ainda hoje, fazemos alguns shows juntos, é sempre bom reencontrá-los. Fizemos algumas coisas muito boas, mas agora tenho minha banda, e estamos muito felizes com isso. Mas eu nunca deixei a banda, a verdade é, tiraram a banda de nós.

P.G.: Você tem algum ressentimento de ter se tornado uma cantora solo?

D.P.: Bom, eu nunca planejei ser uma cantora solo, foi algo que simplesmente aconteceu, nos anos 80 meu foco era total no Warlock, mas como aconteceu tudo isso, a carreira solo se tornou algo possível. Quero dizer, eu amo música, não podia parar. Quando você tem uma carreira solo, é você contra todos, você não pode jogar a culpa em outra pessoa, apesar de você ter uma banda de apoio, mas eles estão lá só para tocar e pronto. Hoje posso dizer que estou 100% preparada para isso, e dou o meu melhor a cada show, mas no início não foi nada fácil.

P.G.: Sobre o seu último álbum, Raise Your Fist, sem dúvidas um grande álbum, mas você tem algum plano para algum outro lançamento?

D.P.: Oh, sim! Estamos preparando um DVD com os melhores momentos da turnê, um show aqui na Alemanha, vai ter também algumas filmagens do show que fiz em São Paulo neste ano, enfim, estou muito ansiosa para isso sair, talvez deva controlar essa ansiedade (risos).

P.G.: Assim como no seu último álbum, você já cantou com grandes nomes do rock/metal, como: Lemmy (Motörhead), Scorpions, Tarja Turunen, mas quem é aquele artista que você nunca esquecerá como foi conhecê-lo?

D.P.: Ronnie James Dio. Sem dúvidas. Dio foi uma das melhores pessoas que eu já conheci, a primeira vez que encontrei com ele, foi em uma turnê em 1987, me tremi toda (risos), ele era um homem muito educado, engraçado, e sem dúvida alguma, o maior vocalista que esse mundo já viu.

P.G.: Doro, você hoje está com 50 anos, mas com uma aparência de 25. Qual é o segredo para essa juventude?

D.P.: (risos) O segredo é a música, quando entro no palco me sinto como se tivesse 21 anos, meus fãs me mantêm jovem.

P.G.: E você já ouviu alguma banda brasileira que você tenha gostado?

D.P.: Sim, claro! Vocês têm ótimas bandas, ouço muito o Sepultura, sou muito amiga dos rapazes. Sem dúvida é uma das grandes bandas.

P.G.: Doro, nós já sentimos sua falta, quando o Brasil vai poder te ver novamente?

D.P.: No próximo ano, com certeza! Vamos fazer uma turnê e com certeza vamos ao Brasil, eu tive ótimos momentos aí, o Brasil é um dos meus países preferidos, as pessoas são calorosas, cantam as músicas o tempo todo, e eu prometo que vou aprender algumas palavras em português até lá (risos).
  
 #VamosMusicalizar
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3 Comentar
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Entrevista muito bem construída e com perguntas realmente interessantes, o que é raro em meio aos cabeças de bague que temos na imprensa.

Mais um ótimo trabalho meu caro!

Balas
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O Biff Byford não é alemão, é inglês..........................

Balas
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Chorei!!
Parabéns pela entrevista!

Balas