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ENTREVISTA: ALMAH E NECROBIOTIC


No último sábado (03), o Hangar Music Bar foi sede de um evento que estava extinto na cidade, um evento de metal. Organizado pela recém-nascida, BP Rock, os headbangers puderam conferir os shows da banda de Death Metal divinopolitana, Necrobiotic e da banda de Heavy Metal paulista, Almah.
Os portões que eram para ter sido abertos às 22:00h e com início do show da Necrobiotic às 22:30h, foram abertos as 22:55h e logo já começou o show dos divinopolitanos. Já o show do Almah, foi iniciado às 00:40h, 10 minutos depois do horário previsto.

Necrobiotic
A Necrobiotic tocou um som muito honesto, e levou o público a entrar no famoso e tradicional, mosh. A banda que está na estrada desde 1994, usou um setlist que percorreu o primeiro disco, ‘Alive and Rotting’, e com as excelentes canções do mais recente álbum, ‘Death Metal Machine’, que será lançado em breve.
“É uma oportunidade única, tanto para banda quanto para a cidade, podemos mostrar um outro lado da música. Representamos um lado mais extremo do metal, e o Almah, um lado mais acessível”. Conta Flávio Oliveira (guitarrista e vocalista da Necrobiotic).
“É uma oportunidade, mas também corremos atrás disso, e está faltando mais atitudes das bandas, elas esperam que a chance caia no colo”. Continua Fabrício (baixista da banda).
“As pessoas reclamam que para fazer shows de Rock é muito difícil, mas acredite, para o Metal é pior. Em Divinópolis temos cerca de 230 mil habitantes, as casas de shows especializadas em Rock praticamente não existem. Casas de shows especializadas em Metal, DEFINITIVAMENTE não existem. Mas isso é uma regra quase no país inteiro”. Comenta o vocalista.
No show do último sábado, muitas pessoas foram para ver apenas o Necrobiotic. “Esse underground da música extrema é uma espécie de irmandade, onde nós vamos, podemos reconhecer as pessoas que estão sempre com a gente. E neste show, grande parte do público foi pra ver a gente, isso é um reconhecimento e tanto”. Conta Flávio Oliveira.
No novo disco, o público vai poder conferir a banda com uma cara nova, metade das músicas serão em português, diferentemente do último álbum, ‘Alive and Rotting’. “Muitas pessoas me perguntavam o por que de não fazermos canções em português. Eu mesmo me perguntei: ‘‘Por que não?’’ E o trabalho ficou maravilhoso”. Afirma Flávio.

Almah
Pela primeira vez o Almah esteve em Divinópolis, divulgando a turnê do novo disco, ‘Unfold’. “É incrível tocar no interior, apesar do fã do Almah ser bem parecido, tanto na capital quanto nas outras cidades. Mas aqui temos uma emoção extra, pois estamos nos vendo pela primeira vez”. Afirma o vocalista, Edu Falaschi.
Esta turnê já passou pelas principais capitais europeias, mas o guitarrista Marcelo Barbosa afirma: “A estrutura é melhor sim, mas como o público brasileiro, não tem igual”.
O Almah sem dúvidas é uma das maiores bandas de metal da atualidade brasileira, mas o vocalista, Edu Falaschi, acredita que novas bandas possam tocar nos principais palcos mundiais, “existem ótimas bandas no Brasil, mas tudo depende da própria banda, se você faz um trabalho diferente e bom, você terá reconhecimento, só depende de você.”
O vocalista que já passou pela banda Angra, não se importa tanto de ser o eterno ‘ex-vocalista do Angra’, “fiquei na banda durante 11 anos, é uma história, não tem por que me incomodar com isso, afinal, isso atrai o público do Angra para nossos shows”. Conta Falaschi.
O show da banda no Hangar passou pelos 4 discos da banda, ‘Almah’, ‘Fragile Equality’, ‘Motion’ e o recente, ‘Ulfold’. Com músicos de alta qualidade, refrões que pegam, mas não podemos ouvir muito bem a voz de Edu Falaschi, que estava bem mais baixa que as guitarras e um pouco desgastada, talvez pela agenda extensa da banda. Mas foi compensada com uma excelente presença de palco, e um grande show.
#VamosMusicalizar
(www.pedrogianelli.blogspot.com.br)



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1 Comentar
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Concordo totalmente com o que disse sobre a inexistência das casas de shows dessa cidade. E concordo também que o microfone do Edu tinha que ter ficado um pouquinho mais alto!

Gostei da matéria, bem real e franca!

Balas