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A ‘banda mais quente do mundo’ no evento mais duvidoso da história


No dia 10 de abril, em Nova York (USA), aconteceu mais uma cerimônia do vergonhoso, Rock & Roll Hall of Fame – o evento será transmitido pelo canal HBO no dia 31 de maio –. Os induzidos desta vez foram: Nirvana, Peter Gabriel, Linda Ronstadt, Cat Stevens, Hall & Oates, e finalmente, depois de 40 anos, a lendária banda de Hard Rock, KISS.
Se tratando de um Hall da Fama do ROCK & ROLL, se esperaria apenas roqueiros selecionados, correto? Mas não é assim que os organizadores pensam, artistas como: Madonna, Blondie, Run-DMC – não que sejam péssimos artistas, com exceção da Madonna – estão presentes no indecoroso ‘evento’.
KISS
O líder da banda KISS, Paul Stanley, teceu alguns ‘elogios’ à instituição: "Isto está acontecendo pelas pessoas que compram ingressos e discos. Não pelos que indicam artistas. É a noite de nossa vingança”. “O RNRHOF é contaminado, corrupto e distorcido”. Continua Stanley.
O ex-guitarrista da banda, Bruce Kulick, me concedeu uma entrevista exclusiva, e concordou com as palavras do seu ex-chefe.

“Concordo plenamente com Paul. Infelizmente, quem decide o que acontece no RNRHOF é um pequeno e seleto grupo, e esse grupo está relacionado com a revista Rolling Stone. Eles odeiam o KISS. Eles ao menos publicaram uma nota sobre a trágica morte de Eric [Carr] – ex-baterista da banda – em 1991.” Conta.
Critérios duvidosos
O primeiro critério para ser induzido no evento é que a banda tenha ao menos 25 anos de lançamento do primeiro disco, e bandas como o Deep Purple, Dio e o próprio KISS, têm mais de 40 anos de carreira – e ambas estão fora do RNRHOF –. “Eu espero que eles corrijam o erro com esses artistas. Mas a verdade é que, estão tentando ser mais ‘rock and roll’ depois que colocaram o Rush e o Heart no ano passado.” Diz Kulick.
O KISS troca sua formação mais do que suas fantasias, mas o RNRHOF decidiu ‘honrar’ apenas os quatro membros originais da banda, Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss. Mesmo com mais de 10 anos na banda, Bruce Kulick não liga muito por ter sido ‘esquecido’, “não preciso do reconhecimento deles. Quando eu estava no KISS, vendemos mais de 10 milhões de discos, turnês extremamente bem-sucedidas e outros grandes feitos na era sem maquiagem. O que importa é que sou muito lembrado por Paul e Gene, e claro, por todos os fãs”. Afirma.
“Poderíamos perfeitamente tocar todos juntos, assim como fizemos no MTV Unplugged. Mas infelizmente o RNRHOF não quis isso”. Continua.
[Falta de] Organização
Segundo Paul Stanley, o KISS teve um tratamento muito aquém dos outros artistas, nosso tratamento na cerimônia confirmou minhas piores suspeitas”, falou Stanley pelo Twitter. “Wenner [co-fundador do evento] e o resto são vermes covardes.” “Nos deram um cronograma, mas não nos deram passes [para a festa pós cerimônia]. “Nós fomos ótimos e Wenner permanece um homenzinho pequeno”. Concluiu.
“Isso aconteceu porque o KISS decidiu não tocar. Estava tudo muito confuso em relação à organização. Mas de qualquer maneira, foi um evento agradável. Eu me diverti muito assistindo ao Peter Gabriel e as outras performances.” Conta Bruce Kulick.
Reunião
Durante o ano de 1996, o guitarrista fora dispensado da banda para que seus membros originais voltassem e fizessem a famosa turnê de reunião, “eu nunca me senti como se tivesse sido demitido. Eles tiveram um sucesso que ninguém poderia imaginar, então anunciaram esta turnê. Eles simplesmente não poderiam voltar para o estilo Revenge. Não me senti traído, pois sei como o mundo dos negócios funciona. Não é uma situação em que eu não tenha feito meu trabalho, mas uma banda que é famosa por sua maquiagem, não pode viver sem isso”. Afirma Kulick.
Quando perguntado sobre uma possível volta ao KISS, usando uma maquiagem, Bruce conta: “Isso não vai acontecer. Eu tenho orgulho de ser um dos únicos remanescentes da era sem maquiagem. E tenho muitos fãs dessa era, eu fui talvez o primeiro guitarrista [do KISS] que muitos viram ou ouviram”.
Lançamentos
Para encerrar a entrevista, Bruce revela que está de volta aos estúdios – depois do seu último lançamento, ‘BK3’, lançado em 2010 –, “em breve vou trabalhar em uma nova música. Quero lhe agradecer Pedro, pela oportunidade de poder falar abertamente sobre o RNRHOF. Espero ver todos do Brasil o mais rápido possível, sinto falta de vocês”.


#VamosMusicalizar
(www.pedrogianelli.blogspot.com.br)

           

(English Version)




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